“Quem é o 'único Deus verdadeiro'?”
(Despertai!, 22 de abril de 2005, p. 5)

 

"Que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro." - oração de Jesus ao Pai, segundo João 17:3.


Jesus ao encontrar Maria Madalena, pouco depois de ser ressuscitado, disse:
'Eu ascendo para meu Deus e vosso Deus'

(a gravura acima se encontra na página 9, dentro do artigo 'Os que se chamam "deuses" '.).

Não obstante a clara distinção inferiorizante que a Bíblia faz de Jesus em relação ao Pai, por causa de uns poucos versículos muitos acreditam que Jesus é o Deus de Israel, e que Deus são três pessoas. Esse artigo inicia com a citação de Atos 2:31, 32, que diz: “A este Jesus, Deus ressuscitou.” Isso indica que Jesus não é o Deus todo-poderoso, e que ele não ressuscitou a si mesmo.

O discurso feito por Paulo no Areópago, apresenta Jesus nessa mesma perspectiva. Paulo disse que “o Deus que fez o mundo e todas as coisas nele” iria “julgar em justiça a terra habitada, por meio dum homem a quem designou [isto é, Jesus], e ele [Deus] tem fornecido garantia a todos os homens, visto que o ressuscitou dentre os mortos.” – Atos 17:24, 31.

Na verdade, a doutrina da Trindade não é ensinada na Bíblia. O que há são alguns versículos que serviram de base para um desenvolvimento teológico gradual dessa doutrina. Os primeiros discípulos de Jesus não concebiam essa idéia. Não raro algumas obras trinitárias de referência admitem que a Trindade é resultado de um desenvolvimento gradual, intimamente ligado à simpatia que certos cristãos influentes tinham pela filosofia. A Despertai! cita a revista Christian Century (nº de 20-27 de maio de 1998), onde um pastor reconhece que a Trindade é “um ensino da Igreja, em vez de um ensino de Jesus.”

Jesus ao referir-se ao “fim do mundo” disse que “ninguém sabe" quando será, "nem os anjos do céu, nem o Filho”. Ele falou que apenas o Pai sabia quando iria ser esse dia. O artigo poderia ainda ter citado o fato de que a Revelação que Jesus deu a João no Apocalipse, foi dada pelo Pai ao Filho. Sinal de que Jesus, mesmo no céu, não sabia aquelas informações até ter sido informado pelo Pai. Isso derruba a tese “compensatória” ventilada por trinitaristas que dizem que Jesus não sabia de certas coisas porque ainda era ser humano, mas ao voltar para o céu reassumiu plenamente a posição de Deus trino. Isso obrigatoriamente o deixaria onisciente de todas as coisas. Portanto, o Pai não precisaria informá-lo de nada.

O artigo também cita a New Catholic Encyclopedia ("Nova Enciclopédia Católica", 1967). Essa obra diz que o “dogma trinitário é, em última análise, uma invenção do final do quarto século.”

Influência Pagã

A página 7 mostra que, no passado, várias “trindades” eram adoradas, como a trindade indiana de Brama, Xiva e Vixenu. Embora a revista não afirme, isso sugere que esses conceitos trinitários acabaram influenciando as igrejas cristãs em épocas posteriores ao tempo de Jesus. Por isso, muitos comentaristas trinitários admitem que a doutrina da Trindade surgiu gradualmente, elaborada por cristãos que viram semelhanças das trindades pagãs com certas passagens bíblicas (mal compreendidas, diga-se de passagem).

Da esquerda para a direita:

EGITO (século 8 a.C.): trindade de Hórus, Osíris e Ísis.

SÍRIA (século 1 a.C.): trindade do deus-lua, Senhor dos Céus e deus-sol.

ÍNDIA (século 7 d.C.): divindade trina da Índia.

NORUEGA (séulo 13 d.C.): Trindade do Pai, Filho e Espírito Santo.

 

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