Em 1934, o arqueólogo francês André Parrot desenterrou na cidade de Abu Kemal (Síria) a estátua abaixo, que contém a seguinte inscrição: “Lamgi-Mari, rei de Mari, sumo sacerdote de Enlil.” (Hoje ela integra o acervo do Museu do Louvre, França).

Essa descoberta veio a confirmar o que já se sabia somente por textos antigos, de que havia uma cidade na Mesopotâmia chamada Mari. “De acordo com os escribas sumerianos, Mari era a sede de uma dinastia que, em certo período, acredita-se ter dominado toda a Mesopotâmia.” Esse domínio terminou quando “a Síria foi conquistada por Sargão de Acade.” Posteriormente, em 1760 AEC, o rei Hamurábi de Babilônia venceu a cidade, e a destruiu. A maneira que eles derrubaram os muros da cidade foi de suma importância para preservar muitos dos seus artefatos.

Ruínas de Mari, onde foram desenterradas milhares
de tabuinhas cuneiformes
A história de Mari interessa aos estudantes da Bíblia porque “as migrações de Abraão de Ur para Jerusalém situam-se historicamente na época de Mari.” (Paolo Matthiae, arqueólogo italiano). Portanto, a reconstrução do quadro histórico de Mari, à base da arqueologia, permite visualizar o mundo em que Abraão viveu.
.....................
"Ebih-II, autoridade de Mari, orando e estela de
vitória de naram-Sin, conquistador de Mari".
O artigo prossegue descrevendo vários detalhes da vida cotidiana de Mari, que os artefatos arqueológicos de Mari trouxeram à tona. Desses pode-se destacar o seguinte: a descoberta de 20 mil tabuinhas cuneiformes, escritas em acadiano, contendo cartas e textos econômico-administrativos. Qual é a importância dessas fontes?
Citando o arqueólogo Jean-Claude Margueron, a Sentinela declara: “Antes da descoberta dos arquivos de Mari, não sabíamos quase nada da história, dos costumes e da vida diária na Mesopotâmia e na Síria, no começo do segundo milênio. Graças a essas tabuinhas, foi possível escrever capítulos inteiros da história.” E complementa com Parrot: os arquivos “revelam uma surpreendente similaridade entre as pessoas mencionadas neles e o que o Velho Testamento nos conta sobre o período dos Patriarcas”. Essas mesmas tabuinhas mostram que “tomar posse do harén do inimigo era ‘um hábito dos reis naquele tempo’.” Isso está de acordo com 2 Samuel 16:21, 22.
IR PARA OS
"DESTAQUES DAS REVISTAS"
ou
IR PARA A LISTA DE ARTIGOS