A Liga das Nações e a ONU na Especulação Profética
“...
e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos.” (Mateus 24:11,
Nova Versão Internacional)
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Outros podem achar sinceramente que
são divinamente guiados a um entendimento correto das profecias bíblicas
e são comissionados por Deus para atuar como seus profetas, por dar avisos
à humanidade e proclamar eventos futuros. Na revista A Sentinela
de 1º de outubro de 1972, pág. 581, os líderes da Torre de Vigia reivindicam
essa posição para sua organização como um todo:
Este “profeta” não era um só homem, mas um grupo de homens
e mulheres. Era o grupo pequeno dos seguidores das pisadas de Jesus Cristo,
conhecidos naquele tempo como Estudantes Internacionais da Bíblia. Hoje
são conhecidos como Testemunhas Cristãs de Jeová. Ainda proclamam um aviso,
e nesta sua obra comissionada juntam-se a eles e ajudam-lhes centenas
de milhares de pessoas que escutaram a sua mensagem, crendo nela.
E eles têm profetizado mesmo. É um
fato bem conhecido para qualquer um que tenha examinado as publicações
da Torre de Vigia lançadas nos últimos cem anos, que esta literatura está
repleta de predições, a maior parte das quais fracassou, enquanto muitas
outras ainda aguardam cumprimento – ou fracasso.
Já naquele tempo, as Testemunhas encontraram a resposta
na Bíblia. No meio da II Guerra Mundial, o folheto Paz predizia:
“A associação das nações mundiais [ou, do mundo] se tornará a levantar.”
Confirmou-se tal previsão?
No artigo "Divulgação das Verdades Proféticas de Deus”, publicado
na A Sentinela de 1º de fevereiro de 1972, págs. 83 e 84, transmite-se
a impressão de que, antes do irrompimento da Guerra Mundial em 1914, praticamente
todos exceto as Testemunhas tinham uma visão otimista quanto ao futuro,
achando que era a paz, não a guerra que estava à frente:
3 No livro 1914 (em inglês),
James Cameron descreve o conceito que prevalecia antes da Primeira Guerra
Mundial em 1914 E. C. Ele diz: “Nunca antes havia a Europa apresentado
um aspecto tão próspero e animado; ... tratava-se duma era esclarecida
... Não era apenas o futuro que estava cheio de promessas; o próprio presente
merecia congratulações, e caso interviesse um momento de incerteza, havia
o registro que todos podiam examinar — veja o automóvel, veja o telégrafo
de Marconi, veja a máquina voadora ... A guerra quase não estava nem mesmo
em cogitação, ... A Europa Ocidental não conhecera a guerra por quase
duas gerações.” Os elementos políticos, religiosos e comerciais deste
mundo adotavam amplamente tal conceito.
É certamente verdade que durante o
século 19 prevaleceram tendências fortemente otimistas nos campos da ciência,
política, economia e religião. No entanto, a afirmação dessa Sentinela revela uma grosseira ignorância
quanto às opiniões que eram mantidas naquela época por milhões de cristãos
crentes na Bíblia. Os “Estudantes Internacionais da Bíblia" eram
apenas um pequeno grupo entre tantos outros grupos muito maiores de cristãos,
que na segunda metade do século 19 prediziam que o mundo estava se aproximando
rapidamente do grande "tempo de tribulação" e da segunda vinda
de Cristo. Estes grupos faziam parte de uma ampla corrente, conhecida
como "movimento milenarista" (denominados assim devido à crença
comum num futuro reino milenar na terra, governado por Cristo). Este movimento
tinha suas raízes nas primeiras décadas do século 19 e no amplo interesse
pelas profecias bíblicas, estimulado pela Revolução Francesa e pelas Guerras
Napoleônicas. Nos dias do Pastor Russell, o movimento milenarista tinha
influenciado muitas grandes denominações, tais como as igrejas Episcopal,
Presbiteriana e Batista. Já naquela época, o movimento milenarista incluía
milhões de pessoas. Comum a todos eles era o fato de que não compartilhavam
do otimismo generalizado com respeito ao futuro do mundo. De forma que
o irrompimento da Primeira Guerra Mundial não foi surpresa para estas
pessoas, como Dwight Wilson indica no seu livro Armagedom Agora
(Grand Rapids, EUA, 1977, págs. 36 e 37 em inglês):
A Primeira Guerra Mundial estimulou os
pré-milenaristas a um estado de expectativa exaltada, e também trouxe
um cumprimento alentador de alguns dos seus anseios. A própria guerra
não foi um choque para estes opositores do otimismo pós-milenial; eles
não só aguardavam o apogeu da era no Armagedom, como também antecipavam
"guerras e relatos de guerras" como sinais do fim que estava
próximo.
Daí, Wilson cita um dos expositores
do milênio, R. A. Torrey, que em seu livro O Retorno do Senhor
(em inglês) escreveu o seguinte em 1913, um ano antes do começo da guerra:
Predições similares tinham sido feitas
por várias décadas por muitos escritores milenaristas, e Wilson dá alguns
exemplos no seu livro. De modo que a expectativa quanto ao futuro mantida
pelos Estudantes da Bíblia não era singular em aspecto algum. Era um conceito
comum a praticamente todos os cristãos fundamentalistas daqueles dias.
As predições acerca do que aconteceria no futuro próximo eram inúmeras,
embora os milenaristas geralmente não marcassem datas (havia exceções!)
para os eventos vindouros, como faziam os Estudantes da Bíblia. Por isso,
eles foram poupados dos amargos desapontamentos que os Estudantes da Bíblia
sentiram quando as suas expectativas falharam e os eventos preditos por
eles teimaram em não ocorrer nas datas "certas".
Os escritores da Torre de Vigia têm
tentado freqüentemente transmitir a impressão de que, graças à sua perspicácia
profética, previram o fracasso da Liga das Nações:
Quando se estabeleceu a Liga das Nações, alguns dos clérigos
da cristandade até mesmo a aclamaram como ‘expressão política do reino
de Deus na terra’.
No entanto, o que diziam as testemunhas de Jeová? De novo,
exatamente o contrário! O número inglês de 19 de março de 1919 da Sentinela
declarava: “O alívio duradouro para a humanidade sofredora não virá nem
por meio do soerguimento humano, nem pelo socialismo, nem pela regulamentação
governamental, nem por meio de qualquer liga de nações, não importa quão
desejável seja tal arranjo, mas apenas por meio do poder do Cristo, Jesus
e sua igreja, introduzindo ordem no caos pelo estabelecimento do reino
universal de paz e justiça...
[4]
O que os escritores da Torre de Vigia
não mencionam é que esta atitude em relação à organização de paz era geralmente
a mesma dos milenaristas. Já em 1918, o citado R. A. Torrey, citado acima,
disse o seguinte numa conferência profética realizada pelos milenaristas
na cidade de Nova Iorque naquele ano (25 a 28 de novembro de 1918): Agora
que veio o armistício, as mentes das pessoas em ambos os lados do oceano
estão repletas de todo tipo de esperanças e antevisões fantásticas, que
estão fadadas a trazer desapontamentos.
[5]
Daí, Torrey prosseguiu dizendo à sua
assistência que "a Liga das Nações nunca poderá conseguir mais do
que uma cessação temporária das hostilidades."
[6]
Dwight Wilson indica também que "no fim da guerra
nutria-se pouco otimismo em relação aos tratados de paz ou à Liga das
Nações. Nossa Esperança, (um periódico milenarista em inglês publicado
por Arno C. Gaebelein) não tinha esperança alguma de que a Liga das Nações
impediria a guerra."
[7]
Predições ainda mais detalhadas foram
feitas acerca da Liga das Nações pelos dois comentaristas bíblicos, C.
F. Hogg e W. E. Vine, em seu livro Considerando a Vinda do Senhor (Touching the Coming of the Lord, em
inglês) publicado em Londres em 1919, pouco antes da formação da
Liga das Nações. Eles explicaram que o fracasso da Liga das Nações fora
predito na Bíblia, em Revelação 17:12, 13:
Tal Liga das Nações, por exemplo, da maneira como é hoje
proposta como panacéia para os problemas nacionais, não só foi predita
na Bíblia como o último recurso da política internacional, como o seu
fracasso foi predito da mesma forma.
[8]
Daí, Vine, que escreveu essas linhas,
citou Daniel 7:23, 24 e continuou:
Foi dada ao Apóstolo João uma visão correspondente. Ele
viu também uma fera com dez chifres, e o simbolismo é explicado novamente,
mas com maior detalhamento: “E os dez chifres que viste são dez reis,
que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis por uma
hora (isto é, por um breve período), juntamente com a besta. Estes têm
um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta.” Rev.
xvii. 12, 13. Obviamente estes dez reis são contemporâneos. Os potentados
que reinam sobre eles concordam com certa política de dar sua autoridade
a um governante superior. Até agora, não existiu nenhuma liga como essa
na história humana.
Com base nesse texto, é também evidente que a existência
da Liga proverá a oportunidade para um homem suficientemente forte dominar
a situação.
[9]
Mais adiante no livro, Vine explica:
De modo que certamente uma liga das nações está por vir,
e esta evidentemente será a nova forma do velho império... Porém, não
temos justificativa para concluir que os territórios da Liga das Nações,
indicados pelos versículos relacionados com os dez chifres da besta, estarão
necessariamente confinados à área que acabou de ser considerada [isto
é, as áreas dos impérios mundiais anteriores]. Seja qual for o arranjo,
o fato é que a Liga preparará o caminho para o governo do déspota final
que controlará tudo.
[10]
É bem interessante notar que as interpretações
bíblicas que a Torre de Vigia começou a associar à Liga das Nações muitos
anos depois são praticamente idênticas a essas publicadas por Vine em
1919. Parece bem óbvio que o Presidente Rutherford e alguns de seus colaboradores
estavam bem a par das interpretações que vários milenaristas associavam
com a Liga das Nações. Vine e Hogg eram ambos comentaristas de profecias
bíblicas bem conhecidos. Além disso, a obra Dicionário Expositivo de
Vine das Palavras do Novo Testamento é citada muitas vezes nas publicações
da Torre de Vigia. Os líderes da Torre de Vigia adotaram a interpretação
dele acerca de Revelação 17:11-13 no começo da década de 1930, sem mencionarem
a fonte ou as fontes dessa interpretação. As Testemunhas de Jeová da geração
posterior são agora expostas à idéia de que os líderes da Torre de Vigia,
sob a influência do espírito santo de Deus, originaram estas predições
e interpretações, e isto, por sua vez, é usado como evidência de sua alegação
de ser o profeta de Jeová nos tempos modernos!
Tanto Vine como Hogg estavam associados
com a "Irmandade Aberta", um ramo da "Irmandade de Plymouth",
(também conhecidos como “Darbyistas"). Mas as especulações proféticas
associadas com a Liga das Nações eram muito comuns entre os cristãos fundamentalistas
de várias denominações, como por exemplo os Batistas e os Pentecostais.
Dwight Wilson escreve:
A formação da Liga das Nações produziu especulação imediata.
As palavras que seguem apareceram no Notícias Proféticas e o Evangelho
(publicação pentecostal em
inglês), e foram reimpressas numa coleção que teve prosseguimento
em pelo menos cinco edições: "A Guerra Mundial originada dessa forma
por ensinos de demônios produziu o resultado predito em Revelação 16:14.
Ajuntou todos os reis da terra e de todo o mundo. Juntou-os numa liga
de nações que virá a ser a preparação das nações para o Armagedom. O ajuntamento
ou ligamento das nações umas com as outras é o sinal de que o fim está
às portas. A Conferência de Paz em Paris preparou inconscientemente o
palco para o Anticristo e o Armagedom."
[11]
O que dizer, então, da predição do
Presidente Knorr em 1942 – bem no meio da Segunda Guerra Mundial – de
que a organização de paz que tinha desaparecido do cenário no irrompimento
da guerra em 1939 "ascenderia do abismo novamente (Rev. 17:8) depois
do fim da guerra?"
[12]
À primeira vista, isso parece uma profecia notável.
Foi uma predição que se cumpriu claramente. Mas não foi de modo algum
uma predição única.
Conforme foi mostrado acima, já em
1919 W. E. Vine tinha identificado a Liga das Nações com a "besta"
de Revelação capítulo 17. Esta interpretação só foi adotada pela Torre
de Vigia 11 anos depois, quando foi apresentada no volume 2 do livro Luz,
publicado em inglês em 1930. Em 1919 a Sociedade ainda ensinava que a
besta com a mulher nas suas costas, descrita em Revelação capítulo 17,
era o Império Romano pagão, com a Igreja de Roma apóstata “nas suas costas”.
[13]
Esta tinha sido a interpretação sobre estas personagens
predominante entre os protestantes desde o tempo da Reforma, no século
dezesseis. Mas no segundo volume do livro Luz, a Liga das Nações
foi associada com esta visão profética, exatamente como Vine tinha feito
onze anos antes. Foi explicado que a "besta cor de escarlata"
(Revelação 17:3) era "A Conferência Internacional de Paz de Haia",
formada em 1899.
[14]
Esta organização "funcionou até a Guerra Mundial.
Então foi para o abismo e parou de funcionar. Depois da Guerra Mundial
saiu do abismo ou cova e começou a funcionar novamente na forma da Liga
das Nações."
[15]
Esta interpretação prevaleceu até 1942 (veja, por exemplo,
o livro Inimigos, de 1937, pág. 285 em diante), quando ficou claro
para os líderes da Torre de Vigia que a Segunda Guerra Mundial também
não levaria ao Armagedom. Foi por isso que se tornou necessária outra
interpretação de Revelação 17.
A nova interpretação apareceu no folheto
Paz – Pode Durar?, que se baseou num discurso com o mesmo título,
proferido pelo Presidente da Sociedade, Nathan H. Knorr em setembro de
1942. A Conferência Internacional de Paz de Haia foi então completamente
excluída do cenário. A "besta" tinha sido primeiro a Liga das
Nações. Ela foi "para o abismo" em 1939 ao irromper a Segunda
Guerra Mundial. Mas não haveria de permanecer lá. Citando Revelação 17:8,
Knorr predisse: “A associação mundial das nações tornará a se levantar.”
[16]
Como todos sabem, esta predição se
cumpriu. Mas não era difícil fazê-la naquele momento. Conforme o próprio
Knorr mencionou no mesmo folheto (pág. 21 em inglês), já havia planos
para fazer reviver a organização de paz depois da guerra, tendo as Potências
do Eixo, Japão e Hungria, assinado uma "nova Liga das Nações"
já em 20 de novembro de 1940. Na verdade, as Nações Unidas já tinham sido
formadas vários meses antes da "predição" de Knorr, em Washington
D.C. no dia 1º de janeiro de 1942, com 26 nações assinando uma declaração
conjunta naquela data.
[17]
Ademais, a predição de Knorr não era
nem nova nem única. Outros expositores de profecias já tinham predito
a mesma coisa – alguns até dois anos antes disso! Dwight Wilson, por exemplo,
faz referência a uma predição feita por Harry Rimmer, um conhecido comentarista
bíblico: "Harry Rimmer predisse em 1940 uma nova Liga das Nações
como um resultado da guerra – e o surgimento de um ditador universal.
As Nações Unidas já surgiram, mas ainda não apareceu qualquer ditador."
[18]
Assim, a Torre de
Vigia não pode alegar qualquer primazia nesta ou em outras predições e
aplicações proféticas associadas com a Liga das Nações e com a Organização
das Nações Unidas. Os mesmos conceitos eram mantidos na época pelos milenaristas fundamentalistas em geral, que originaram as predições
a respeito do futuro destas organizações de paz anos antes da organização
Torre de Vigia ter se apropriado dessas interpretações. Os cristãos fundamentalistas
em geral não modificaram sua atitude em relação à organização de paz depois
da Segunda Guerra Mundial. Eles continuaram a encará-la como a "besta"
de Revelação 17 e – exatamente como a Torre de Vigia – ensinam que a “prostituta”
nas costas dela é a cristandade corrupta.
[19]
O sociólogo Louis Gasper explica:
Os fundamentalistas acreditavam literalmente que “a mulher
vestida de púrpura e escarlate” de Revelação 17 prefigura o estabelecimento
de uma igreja mundial corrupta, embora colorida, que incluiria os católicos
e os protestantes.
[20]
Pelo que se vê, a atitude da Torre
de Vigia, não só em relação às Nações Unidas como também em relação à
"cristandade organizada e corrupta", é, portanto, compartilhada
por cristãos fundamentalistas em geral. Mesmo no costume de adotar resoluções
reprovadoras contra as Nações Unidas, a Torre de Vigia segue de perto
os métodos do movimento fundamentalista:
Embora os fundamentalistas geralmente se opusessem às
Nações Unidas e a criticassem veementemente, eles não fizeram qualquer
tentativa organizada de pressionar o Congresso no sentido de fazer os
Estados Unidos saírem dessa organização. A oposição deles era geralmente
expressa na forma de declarações e resoluções que eram adotadas de tempos
a tempos, para indicar a sua desaprovação geral em relação às Nações Unidas.
[21]
CONCLUSÃO
O exame acima demonstrou que os conceitos
mantidos pela Torre de Vigia em relação às organizações internacionais
de paz são mais "tradicionais" do que muitas Testemunhas de
Jeová pensam. São conceitos que têm sido mais ou menos compartilhados
por praticamente todos os cristãos fundamentalistas. O mesmo é verdade
no caso das "predições" apresentadas pela organização acerca
do futuro destas organizações de paz: Elas foram simplesmente extraídas
dos fundamentalistas. De modo que se algumas destas predições parecem
ter se cumprido, isso nada prova quanto à habilidade de profetizar da
Torre de Vigia; prova apenas a sua habilidade em plagiar. Para fazer isso
não é preciso qualquer inspiração divina. Se estas predições tivessem
origem divina, os líderes da Torre de Vigia seriam obrigados a concluir
que Deus as tinha concedido aos cristãos fundamentalistas que estão fora
da Torre de Vigia.
Resta uma questão a ser respondida: Será que a visão da "besta" de Revelação 17 é realmente aplicável à Liga das Nações e à Organização das Nações Unidas dos nossos dias? Ainda que à primeira vista essa aplicação possa parecer provável, este autor crê que ela tem sérios problemas. Ele espera retornar a este assunto num artigo futuro.
©
Carl Olof Jonsson. Traduzido por um associado do Mentes Bereanas. |
[1] Para uma consideração justa, equilibrada e erudita destes
fracassos proféticos e de sua importância para o desenvolvimento doutrinal
e organizacional da Torre de Vigia, veja o artigo do Dr. Joseph F. Zygmunt,
intitulado "Fracasso Profético e Identidade Milenarista: O Caso
das Testemunhas de Jeová", publicado em inglês na Revista Americana
de Sociologia, Vol. 75, julho de 1969 – maio de 1970, págs. 926-948.
[2]
Wilson, pág. 37 em diante. A Torre de Vigia de Sião
de 1º de novembro de 1914, págs. 327,
328 em inglês.
[3]
Wilson, pág. 38 em inglês.
[4]
A
Sentinela de 1º de fevereiro de 1972, pág. 85 (Artigo Divulgação
das Verdades Proféticas
de Deus).
[5]
Citado por Ernest R. Sandeen As Raízes do Fundamentalismo,
Londres, 1970, pág. 235 em inglês.
[6]
Sandeen, pág. 235 em inglês.
[7]
Wilson, pág. 56 em inglês.
[8]
C. F. Hogg e W. E. Vine, Considerando a Vinda do Senhor,
Londres, 1919, pág. 95 em inglês.
[9]
Hogg e Vine, pág. 96 em inglês.
[10]
Hogg e Vine, págs. 118, 120 em inglês.
[11]
Wilson, pág. 81 em inglês.
[12]
Veja o folheto Paz – Pode Durar?, publicado pela
Sociedade Torre de Vigia em 1942, pág. 21 em inglês.
[13]
Veja, por exemplo, Estudos das Escrituras, Vol.
VII, publicado originalmente em 1917, págs. 259, 263 em inglês. O livro
teve várias edições nos anos subseqüentes.
[14]
Luz, Vol. 2, 1930, pág. 86 em inglês.
[15]
Ibid, pág. 94 em inglês.
[16]
Paz – Pode Durar?, 1942, pág. 21 em inglês. A Torre
de Vigia fez abertamente muitas referências a esta predição como sendo
evidência da habilidade profética da organização. A Sentinela
de 15 de junho de 1972, pág. 371, alegou que eles fizeram essa predição
‘alertados pelo espírito santo de Jeová’. A
Sentinela de 15 de abril de 1989, pág. 14 afirmou que as Testemunhas
receberam esta informação “por providência divina”. Veja também o livro
"Caiu Babilônia a Grande!" – O Reino de Deus Já Domina!,
1963, págs. 159, 160; o livro Revelação
– Seu Grandioso Clímax Está Próximo!, págs. 246-248, o Anuário
das Testemunhas de Jeová de 1976, pág. 203 e o livro Venha
o Teu Reino, 1981, pág. 166.
[17]
Anuário da Enciclopédia Americana Para 1944, pág. 701, citado
na A Sentinela de 15 de junho de 1972, pág. 373.
[18]
Wilson, pág. 157 em inglês. A predição de Rimmer encontra-se
na página 83 de seu livro A Vinda, Nós e a Ascensão da Rússia,
Grand Rapids, EUA, 1940. Que os escritos de Harry Rimmer não eram desconhecidos
da Torre de Vigia é visto pelo fato de ele ser citado com freqüência
nas publicações da organização em outros assuntos. Veja por exemplo
o folheto Base Para a Crença Num Novo Mundo, 1953, no qual são
citadas três obras de Rimmer nas págs. 23, 27, 37 e 44 em inglês.
[19]
Desde 1963 a Torre de Vigia identifica a "meretriz"
com a religião falsa. Veja o livro "Caiu Babilônia a Grande!"
– O Reino de Deus Já Domina!
[20]
Louis Gasper, O Movimento Fundamentalista 1930-1955,
Grand Rapids, EUA: Baker Book House, 1981 (Reimpressão da edição de
1963), págs. 49, 50 em inglês.
[21]
Gasper, pág. 52 em inglês.