São os Líderes da Torre de Vigia Maquiavélicos?

Josivan enviou um último email (para o Daniel), intitulado "Jogando a toalha":

Caro Daniel Phileleutherus,

Desculpe pela demora em responder seu e-mail. Nesse final de semana finalmente tive algum tempo livre e pude analisar o que você escreveu sobre o assunto "confissões".

Eu chequei todas as referências que você citou. Está tudo correto.

Tentei achar alguma informação que pudesse usar para refutar o que você escreveu. Mas não achei nada. Comecei até a escrever uma resposta a você baseando-me no texto de João 20:21-23 que diz:

"Jesus, portanto, disse-lhes novamente: "Haja paz convosco. Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio." 22 E, depois de dizer isso, soprou sobre eles e disse-lhes: "Recebei espírito santo. 23 Se perdoardes os pecados de quaisquer pessoas, ficam-lhes perdoados; se retiverdes os de quaisquer pessoas, ficam-lhes retidos."

Mas ao pesquisar o texto nas publicações do Escravo verifiquei que o livro Raciocínios refuta a aplicação deste texto ao confessar pecados aos padres. E depois imaginei que seria fácil você contra argumentar a aplicação que eu iria fazer, por isso desisti de escrever.

Acho difícil de aceitar o que você escreveu, mas não tenho competência para argumentar contra.

Eu continuo achando que existe grande benefício em confessar-mos nossos pecados aos anciãos, para que possamos receber ajuda para não repetir o erro. A confissão também ajuda a pessoa que pecou a aliviar a sua consciência. Você já assistiu ao filme O Poderoso Chefão III?

Lembra daquela cena em que o Michael Corleone (Al Pacino) vai procurar a ajuda de um cardeal do Vaticano (que depois se torna o papa) e o cardeal percebe que ele está muito perturado e o incentiva a confessar seus pecados? Primeiro ele reluta, mas depois confessa que já traiu sua esposa e mandou matar seu próprio irmão. Ele então chora um choro que estava preso em sua garganta por muito tempo.

Eu já participei de comissões judicativas em que aconteceu exatamente isso. Depois de confessar, a pessoa sente um enorme alívio.

Sei que isso não é argumento bíblico, mas estou apenas tentando te mostrar que a confissão é bastante benéfica para o errante.

Mas apesar disso, devo reconhecer que me enganei em condenar o seu artigo. Me precipitei. De agora em diante não vou externar minhas opiniões sem antes analisar a fundo aquilo que desejar refutar. Aliás, quando estava pesquisando nas publicações alguma informação que pudesse apoiar a minha opinião sobre o assunto, sabe o que eu descobri? Que na verdade, nem mesmo as nossas publicações afirmam que é necessário confessar os pecados aos anciãos. É claro que algumas dizem isso, como aquelas que você citou em seu artigo; mas muitas outras parecem não apoiar isso. Por exemplo, veja o livro Certificai-vos... página 108; e o livro Raciocínios... página 90.

Vou continuar lendo sobre o assunto, mas quero lhe pedir desculpas por criticar o seu artigo antes de analisar a fundo a questão. Aprendi com o erro e não pretendo repeti-lo.

Atenciosamente,

Josivan Cardoso (Estou usando o pseudônimo que o Carlos me deu) (A propósito, estou enviando uma cópia desta mensagem para ele, conforme ele me pediu, OK?)


VOLTAR PARA A PÁGINA DE INTRODUÇÃO    ou    IR PARA A LISTA DE ARTIGOS
ou
IR PARA A SEÇÃO DOS LEITORES