São os Líderes da Torre de Vigia
Maquiavélicos?
Carlos
Silva comentou o seguinte com Daniel Phileleutherus:
Oi Daniel!
Que pena que o texto que o Josivan usou tem outro sentido... Quando os
anciãos eram chamados para untar era em sentido literal mesmo.
É tanto que o pecado é uma menção
secundária no versículo. Isso já foi tema de
debate nas reuniões secretas do Corpo Governante, quando Raymond
Franz fazia parte dele. Até isso aqueles homens já
descobriram, mas preferem não mudar. Mas quase que eles mudavam.
Chegou a sair um lote do livro "Comentário à Carta de
Tiago" levando em consideração a literalidade do
versículo em apreço, entretando mandaram recolher todo o
lote dos depósitos da gráfica... Tenho um artigo (em
inglês) do Journal of Biblical Literature que trata a respeito
desse versículo.
Bem, pelo menos ele lhe enviou saudações cristãs.
Levando em consideração que ele acha que está
lidando com "apóstatas" é uma esperança...
Me mantenha informado se houver mais novidades sobre o Josivan.
Você viu que eu já postei esse caso no MB?
Abraços!
Carlos
Mentes
Bereanas
http://www.mentesbereanas.org
Depois,
conversamos internamente sobre essas comunicações do
"Josivan" e o participante do Mentes Bereanas que escreveu a parte
em vermelho da resposta anterior, fez mais alguns comentários
(não enviados ao Josivan):
Eu já esperava
por isso. Como diz o Carl O. Jonsson, ‘por mais hábil e
capacitada que seja uma pessoa, sempre lhe será difícil
defender idéias indefensáveis’... Espero que nossos
comentários sejam de ajuda em alguma coisa para o Josivan.
A esse
propósito, lembrei-me deste artigo duma Despertai! dos
anos 70, anexado abaixo. Pode ser interessante vocês darem uma
olhada, pois nele a STV procura contradizer o tempo todo a idéia
da confissão a homens e não diz diretamente uma
única vez que se devem confessar pecados a anciãos. De um
modo geral, eu concordo com esta matéria, muito embora eu
discorde fortemente da maneira como os dois parágrafos finais
apresentam o assunto (Tiago não estava falando de
“confissão” aos anciãos, da maneira como se
entende hoje).
É pena que hoje
em dia o poder dos anciãos tenha aumentado e as
publicações posteriores tenham mudado
“ligeiramente” essa informação... Embora o
nosso colega "Josivan" talvez diria algo do tipo, ‘ah, mas os
anciãos até hoje não têm o poder de perdoar
pecados’, na prática é isso que ele e muitas TJ
pensam hoje em dia. (De fato, os anciãos das TJs podem fazer
até mais coisas do que um padre da Igreja católica!) Se
não é assim, por que ele estaria insistindo e
argumentando tanto em favor dessa necessidade da confissão aos
anciãos? Será que existe alguma outra razão que
nos obrigue a fazer isso, a não ser conseguir o
“perdão” dos homens?
*** g75 8/5 pp. 28-30 Devemos confessar? Se assim for, a quem? ***
Qual É o Conceito da Bíblia?
Devemos confessar? Se assim for, a quem?
PODE afirmar verazmente que nunca cometeu um erro? Não, todos
nós erramos. Como se sente depois disso?
A primeira
reação talvez seja esconder ou encobrir um erro.
Não é verdade? Mas, daí, sua consciência
talvez o incomode. (1 João 3:4; Rom. 2:14, 15) Não
verificou que o desejo de ter consciência limpa e estar bem com
Deus o move a confessar o assunto, obter o perdão e deixar tudo
isso para trás? Mas, devemos confessar, e, se assim for, a quem?
A Bíblia torna
claro que admitir ou confessar os pecados da pessoa é
importante. Quando João Batista veio pregando o arrependimento
de pecados contra a Lei, muitos judeus “eram por ele batizados no
rio Jordão, confessando os seus pecados”. (Mar. 1:4, 5,
Pontifício Instituto Bíblico) Também, Jesus instou
com seus seguidores a orar: “Perdoa-nos as nossas dívidas,
como nós as perdoamos aos nossos devedores.” — Mat.
6:12, PIB.
A respeito dos pecados
contra Deus, devemos obviamente admitir nossos erros a Ele e procurar
Seu perdão. (Compare com o Salmo 32:3-5.) Mas, o que fazer
quando erramos contra nosso próximo? A Bíblia nos manda
resolver o assunto com a pessoa contra quem erramos. Observe o que
Jesus disse aos judeus no Sermão do Monte: “Se, ao
apresentares a tua oferenda ao altar, aí te recordares que teu
irmão tem algo contra ti, deixa aí a tua oferta diante do
altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão, depois vem
e apresenta a tua oferenda [a Deus].” (Mat. 5:23, 24, PIB) Seguir
tal conselho significa admitir perante a outra pessoa o erro, e dar os
passos para reconciliar-se com ela. Isto incluiria os membros da
família da pessoa.
E se alguém
cometesse adultério? O adultério é pecado à
vista de Deus. Mas, é também um pecado contra o
cônjuge, pois seu cônjuge tem direito exclusivo de ter
relações sexuais com o leitor. (Mat. 19:5, 6; 1 Cor.
6:16) Assim, caso a pessoa cometesse adultério, como poderia
esperar o perdão de Deus a menos que confessasse o pecado ao seu
cônjuge?
Relacionada é a
questão de se alguém noivo devia confessar ao
cônjuge prospectivo a imoralidade que cometeu no passado. Muitos
casais se dispõem a deixar o passado continuar um livro fechado.
Consideram que, mesmo que há alguns anos, talvez antes de se
tornar cristão, um dos dois cometera imoralidade, esse ato
passado não foi um ato contra a pessoa que agora se
tornará seu cônjuge. Por isso, o conselho de Jesus em
Mateus 5:23, 24 não exige a confissão ao cônjuge
prospectivo. Mas, naturalmente, algumas pessoas nesta
situação talvez desejem “limpar seu nome”,
por assim dizer, e evitar qualquer possibilidade de isso vir à
luz mais tarde, com possíveis conseqüências
prejudiciais. E, quer agora quer mais tarde, caso se perguntasse ao
cristão sobre o passado, e ele fosse obrigado a responder,
não poderia mentir para manter secreto o assunto. — Col.
3:9.
Quanto a outro aspecto
da confissão, talvez tenha lido manchetes recentes, tais como:
“Vaticano Reforma o Confessionário — Menos Sobre o
Sexo, Mais Sobre Impostos.” Como é amplamente sabido,
espera-se que os católicos romanos confessem os pecados graves a
um sacerdote, autorizado a “absolver” os pecados. O
Concílio de Trento, em 1551, decretou “que a
confissão sacramental é de origem divina e
necessária à salvação pela lei divina. . .
. O Concílio sublinhou a justificação e a
necessidade da confissão auricular [dita ao ouvido, particular]
conforme praticada na Igreja ‘desde o
começo’.” — New Catholic Encyclopedia, Vol. 4,
p. 132.
Ao argumentar a favor
da confissão auricular a um sacerdote que concede a
absolvição, os teólogos apontam para Jesus, pois
ele inegavelmente declarou o perdão de pecados. Quando, com
fé, foi-lhe trazido um paralítico, Jesus disse:
“São-te perdoados os teus pecados!” Alguns ouvintes
objetaram, assim, Cristo acrescentou: “Para que saibais que o
Filho do homem tem, na terra, o poder de perdoar pecados, . . . Eu te
digo; levanta-te.” E o homem foi curado! (Luc. 5:18-26, PIB)
Observe que Jesus podia declarar perdoados os pecados, mas, com igual
facilidade, podia curar o homem. Dá-se o mesmo com aqueles que
“absolvem” pecados hoje? E observe que o relato aqui
não diz nada sobre o homem fazer qualquer
“confissão auricular”.
Alguns, porém,
referem-se a João 20:22, 23, onde o ressuscitado Jesus disse a
seus apóstolos: “Aqueles a quem perdoardes os pecados,
ficar-lhes-ão perdoados; aqueles a quem os retiverdes,
ficar-lhes-ão retidos.” (PIB) De novo, há qualquer
menção da necessidade duma confissão auricular aos
apóstolos ou outros? Não.
Caso Jesus
instituísse a confissão auricular, não
encontraríamos evidência na Bíblia de que os
apóstolos ouviram tais confissões? Poder-se-ia esperar
que isto se desse em especial visto que o Concílio de Trento
sustentou que a confissão auricular, com a resultante
absolvição dos pecados, era “praticada na Igreja
‘desde o começo’”. No entanto, muito embora
recomendasse tal prática, o professor jesuíta J. L.
McKenzie afirma: “As origens da confissão auricular
são obscuras; é antiga, pelo menos tão antiga
quanto o último período patrístico [que terminou
por volta de 749 E.C.], mas não era a disciplina original da
penitência.” (The Roman Catholic Church) Adicionalmente, em
seu artigo sobre a penitência, a New Catholic Encyclopedia
admite: ‘Não há evidência bíblica de
que os Apóstolos, além de S. Paulo, exercessem o poder de
perdoar pecados.”
Mas, foi este
incidente que envolvia Paulo um caso de um apóstolo ou sacerdote
ouvir uma confissão e conceder a absolvição?
Não. Antes, o caso era sobre uma congregação
expulsar e mais tarde readmitir um homem que pecara. Escrevendo de
Éfeso, Paulo aconselhou a congregação de Corinto,
na Europa, a expulsar ou desassociar o homem que praticava imoralidade.
Este caso é ilustração da aplicação
das palavras de Jesus em João 20:23. Como assim? Bem, era claro
que os pecados daquele coríntio tinham de ser considerados como
“retidos”. A congregação não podia
considerar os pecados dele como “perdoados”, pois a
Bíblia tornava claro que Deus não perdoaria um pecador
impenitente. (1 Cor. 5:1, 9-13; Isa. 1:16-18; 55:7) No entanto, mais
tarde, evidentemente depois de tal homem se arrepender, Paulo escreveu
de novo e instou com a congregação que ‘usasse de
indulgência e o consolasse’. (2 Cor. 2:7, PIB) Vemos neste
caso, também, que não se faz menção de
qualquer confissão auricular a um sacerdote ou a um
apóstolo.
A Bíblia,
porém, deveras insta: “Confessai, pois, os pecados uns aos
outros.” (Tia. 5:16, PIB) O que significa isso? Observe o
contexto.
Tiago escreveu que, se
alguém ficasse espiritualmente enfermo, como indicaria ao
cometer graves pecados, “mande chamar os seniores
[anciãos] da Igreja, e estes rezem sobre ele”. (O homem
coríntio deveria ter feito isso, ao invés de
impenitentemente continuar a praticar o pecado.) Deus não
autoriza que os próprios anciãos perdoem pecados; isso
é algo que Ele faz. (1 João 1:9) Mas, quando
alguém confessou a Deus, não ‘encobrindo’
seus pecados, os anciãos espiritualmente habilitados podem orar
junto com ele, bem como aconselhá-lo e ajudá-lo. —
Pro. 28:13; Gál. 6:1.
O que pode resultar de
tal confissão? Tiago adiciona: “O Senhor o fará
levantar-se e se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão
perdoados.” — Tia. 5:14, 15, PIB.
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