A Pregação de Saulo Desperta Hostilidade


A Sentinela, 15 de janeiro de 2005, pág. 28


Esse artigo mostra que certos judeus "não conseguiam entender a atitude de Saulo", como um outrora defensor da "ortodoxia" tinha "se tornado apóstata" por seguir a Jesus Cristo. Por causa dessa "apostasia" Saulo (Paulo) passou a ser alvo de oposição e difamação, e os líderes judeus queriam eliminá-lo.

O artigo é concluído com o tópico "Lição a ser aprendida", onde se diz que as Testemunhas de Jeová ao pregarem de casa em casa não devem se surpreender com oposição, pois Paulo também passou por isso.

Há, porém, um detalhe importante que não foi destacado no artigo. Paulo foi primeiramente perseguido por pessoas de destaque de sua própria religião (o judaísmo), sendo considerado por elas um "apóstata". Embora já fosse cristão, ele não abriu mão de sua condição de judeu. Pregava nos templos dos judeus (sinagogas) a fim de mostrar-lhes o Cristo. Por causa disso, o ódio de certos líderes judeus por ele aumentava ainda mais. O ódio de tais líderes religiosos certamente não deve ser copiado, um ódio que supostamente reflete o zelo de se agradar a Deus. Muitos daqueles líderes estavam cegados pela própria posição que ocupavam, e achavam que agir daquela forma era um ato de apoio a Deus. Na prática isso significava eliminar aqueles que apontavam falhas no sistema religioso judaico, mesmo fazendo isso de forma pacífica. Tais atitudes de hostilidade refletem não amor a Deus, mais um apego ferrenho ao dogmatismo.

A lição mencionada acima é de extrema importância, e devia brilhar de forma reluzente nas mentes de líderes religiosos ao longo dos séculos. Se, por exemplo, os líderes católicos da Idade Média tivessem aprendido essa lição muitos não teriam perecido na fogueira. (E todos sabem que tais executores ainda reivindicavam o apoio divino para essa prática horrenda).

Hoje em dia, há homens de dianteira religiosa que ainda se recusam a aceitar essa lição contida na Palavra de Deus. Eles classificam injustamente de "apóstatas" aqueles que ousam apontar algum erro da religião. Os motivos que esses líderes alegam para esse "julgamento" são praticamente os mesmos que os antigos perseguidores de Paulo usavam para se justificarem. Além disso, ainda distorcem a situação e dizem que quem questiona algum ensinamento está seguindo os passos do rebelde Corá da época de Moisés, quando rebeldia, nem de longe, é o caso. A verdadeira questão é a escolha entre apegar-se à Palavra de Deus ou apegar-se à palavra de líderes religiosos humanos que a distorcem.

 


A Sentinela, 15/01/05