Para Onde Iremos Agora?
A
Bíblia relata que Deus se comunicou com a humanidade por meio dos
profetas nos tempos pré-cristãos e por meio de seu Filho na Era
Cristã. Não há, em qualquer lugar da Bíblia, a menor evidência sugerindo
que Deus tenha alguma vez estabelecido ou trabalhado por meio dum
pequeno grupo de servos na condição de representantes especiais
que agiam regularmente como administradores dele, e revelavam regularmente
mensagens de Deus ou sua expressa vontade ao restante de seu povo
fiel. É por isso que não há
um único incentivo na Bíblia para que os servos de Deus se identifiquem,
ou demonstrem lealdade, fidelidade e obediência a alguma organização.
Não
podemos transferir para outra pessoa nossa responsabilidade pessoal
diante de Deus. Como vimos, uma organização não pode ser responsabilizada
por nada. Paulo disse: “Assim, cada um de nós prestará contas de
si mesmo a Deus.” (Romanos 14:12, NVI)
No dia em que tivermos de prestar contas a Deus pelo que fizemos,
um registro de lealdade a uma organização não poderá jamais substituir
um excelente registro de fé em Deus e na resultante conduta cristã
para com outros, especialmente para com os seguidores de Jesus.
As
conclusões apresentadas neste folheto, se aceitas, podem gerar um
problema para as pessoas que talvez estejam considerando se devem
continuar a se associar com a organização da Torre de Vigia. Se
decidirem sair, poderão se perguntar para onde podem ir. Mesmo que
discordem seriamente de certas doutrinas da Torre de Vigia, talvez
ainda assim pensem em continuar dentro da organização, visto que
as conseqüências de deixar a organização, principalmente por causa
de divergências doutrinais, quase certamente trará a rejeição dos
amigos e de membros da família, além de difamação e tagarelice.
Sofrer esse abuso pode ser um alto preço a pagar, se a pessoa simplesmente
for se associar com outra igreja que talvez tenha certas doutrinas
corretas, mas não ensina “toda a verdade”. Deixar uma organização
na qual se acreditava como sendo a melhor fonte de orientação espiritual
do mundo, só para se juntar a outra com esse mesmo objetivo pode
não ser um procedimento sábio. Na verdade, essa não é nem a única
nem a melhor alternativa. A decisão não deveria, de modo algum,
girar em torno da escolha de uma das muitas organizações existentes.
Por que não?
No
conceito da Torre de Vigia, a “verdade” consiste de “ensinos corretos”,
“explicações exatas”, ou interpretações que podem ser apoiadas ou
“provadas” pelo raciocínio humano. As publicações da Torre de Vigia
dizem que a verdadeira religião tem de ensinar toda
a verdade, e que se apenas um ensino for incorreto, o inteiro
conjunto de ensinos é suspeito. Isso está de acordo com os objetivos
organizacionais, pois a uniformidade de pensamento entre seus membros
torna muito mais fácil o controle organizacional. As publicações
da Torre de Vigia usam referências bíblicas como apoio, da mesma
maneira que um cientista ou um matemático defende teorias sobre
o funcionamento do universo físico por raciocinar com base em fatos
e procedimentos físicos estabelecidos ou axiomas matemáticos.
Este
tipo de abordagem não pode ser usado para se conhecer a Deus. Paulo
advertiu contra esse tipo de conhecimento: “O conhecimento enfuna,
mas o amor edifica. Se alguém pensa que tem adquirido conhecimento
de algo, ele ainda não [o] conhece como devia conhecer. Mas, se
alguém ama a Deus, este é conhecido por ele.” (1 Coríntios 8:1-3)
Paulo torna claro que amar a Deus é muito mais importante do que
aquilo que você sabe sobre os fatos ou sobre as passagens bíblicas.
Nenhuma pessoa ou grupo de pessoas, e, sendo assim, nenhuma organização,
igreja ou grupo religioso sabe tudo sobre Deus ou seus caminhos.
De modo que ninguém pode encontrar a “verdade que conduz à vida
eterna” procurando a explicação “correta” de passagens bíblicas
ou “provando” conceitos doutrinais. A “verdade”, no sentido bíblico,
não é encontrada nesse ponto. (Compare com João 5:39)
Jesus
disse: “Eu sou o caminho
e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6) Portanto, conhecer
a “verdade” no sentido bíblico deve começar por se formar uma relação
com o Filho de Deus, Jesus Cristo, simplesmente aceitando-o como
Salvador, Mediador, Senhor e Rei e convidando-o a fazer parte de
sua vida e influenciá-la. (1 Coríntios 3:11; Revelação 3:20) Quando
muitos dos discípulos de Jesus o deixaram por não terem entendido
alguns de seus ensinos, ele perguntou aos doze: “Será que vós também
quereis ir?” Pedro respondeu: "Senhor, para
quem iríamos? Tu tens declarações de vida eterna e acreditamos
e viemos a saber que tu és o Santo de Deus.” (João 6:68) Os apóstolos
de Jesus não estavam prestes a abandoná-lo para ir a algum lugar
em busca da “verdade”. A resposta de Pedro à pergunta de Jesus mostra
que ele entendia que a questão não era para onde ir, e sim em quem confiar. Os apóstolos sabiam que eles não poderiam confiar
em nenhuma outra pessoa ou grupo de pessoas para receberem ensinos
que os conduziriam à vida eterna.
O
apóstolo João assegura que nos foi dado “entendimento, para que
conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que
é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus
e a vida eterna.” (1 João 5:20, NVI)
João
continuou: “Filhinhos, guardem-se dos ídolos.” (versículo 21) Por
que esse aviso? Porque é muito fácil seguir outras pessoas ou sistemas
religiosos em vez de seguir a Jesus Cristo. As publicações da Torre
de Vigia fazem referência à organização nos mesmos termos que a
Bíblia usa para se referir a Jesus Cristo. As Testemunhas dizem
que estão “na verdade” querendo dizer que estão “na organização”.
A organização é apresentada como sendo aquela que administra “todos
os interesses do Rei” na terra, coisas que Jesus disse que ele próprio
iria administrar. Atribuir a uma organização essa capacidade de
ser um canal da mensagem, direção e bênçãos de Deus, além de ser
a única fonte de ensino puro, liderança aprovada e proteção contra
os inimigos, significa nada menos do que idolatria. (Compare isso
com Êxodo 32:4.) E as pessoas que dirigem a atenção dos outros para
uma organização em vez de para Jesus Cristo são claramente falsos
profetas.
Não
seja desencaminhado pelas alegações autoritárias de qualquer homem ou grupo de homens. Siga apenas a Jesus Cristo. Ele
é quem tem “toda a autoridade no céu e
na terra.” (Mateus 28:18) Com base nesse firme fundamento, procure
a associação com outros cristãos. Jesus está governando como Rei.
Ele tem seguidores fiéis em toda a terra, e certamente o ajudará
a encontrá-los, se você os procurar sinceramente. Não espere que
eles vejam todos os assuntos da mesma maneira que você vê. Os cristãos
se desenvolvem espiritualmente ao longo da vida. E a conduta é um
indicador muito mais confiável de ser um verdadeiro seguidor de
Jesus Cristo. (1 João 3:18) Associar-se com outros cristãos resultará
em bênçãos, tanto para você como para eles. A fraternidade cristã
é o corpo de Cristo, e nenhum cristão deseja perder a plena alegria
de ser uma parte ativa deste corpo, aprendendo a ser cada vez mais
semelhante a Cristo em palavra e ação. Que Deus o abençoe em seus
esforços de seguir o Cordeiro “para onde quer que ele vá.”! (Revelação
14:4, NVI)