Autoriza a Bíblia a Excomunhão Praticada pelas Testemunhas de Jeová?
Introdução
- O Caminho da Verdade
Ninguém tem o direito de impor
suposições religiosas a outras pessoas, e ainda chamar tais
suposições de “verdade”, tampouco negar que existe
essa imposição, se os fatos mostram isso.
Normalmente, os que aderem à religião não possuem o
amplo conhecimento necessário para fazer um julgamento adequado,
possuem apenas um conhecimento superficial da situação. Mas
como estão encantados por algumas informações cativantes,
que podem até ser corretas, deixam de perceber todas as implicações.
O tempo passa e a pessoa que aderiu à nova religião é
incentivada vez após vez a repudiar o senso de pesquisa e investigação,
a não ser que se faça isso usando-se as publicações
que o poder central da religião fornece. Aos de fora, os líderes
dizem que os seus seguidores são pessoas esclarecidas e pesquisadoras.
É claro que eles não usam a palavra “seguidores”,
dizem que são apenas seus irmãos, e que todos juntos seguem
a Cristo. Em momento algum eles revelam que têm dúvidas em
alguns assuntos que eles impõem aos seguidores. Passam aquela aura
de perfeição e infalibilidade, embora oficialmente eles afirmem
“humildemente” que são imperfeitos e falhos. Está
assim montado o cenário para proteger os interesses dos líderes,
que sabem da fragilidade de alguns de seus ensinamentos.
Mas
se algum membro da religião resolver pesquisar profundamente, com
mente aberta e por conta própria, alguns ensinamentos oficiais de
sua denominação, facilmente detectará alguns erros.
No início, relutará em aceitar o que vê.
Quanto melhor o nível da pesquisa e os recursos disponíveis,
maior será a surpresa do investigador. Nesse momento, ele percebe
que não pode revelar isso a nenhum de seus irmãos, pois eles
estão enclausurados nesse sistema de proteção arquitetado
pelo poder central. Sabe também que se abrir a boca, será
expulso da religião que ele apoia por anos – será excomungado.
Tal pena consiste em nenhum de seus irmãos falar com ele, e considerá-lo
um rebelde que merece a morte eterna. Ele sabe que tal tratamento seria
injusto, pois ele não perdeu a fé em Deus, e continua acreditando
nos ensinamentos realmente importantes de sua religião. Portanto,
ele se vê numa situação que o coloca à beira
do ostracismo. Só resta a ele esperar a justiça de Deus, e
orar para que seus irmãos um dia venham a conhecer a verdade a respeito
de onde estão.
Muitas das supostas verdades da religião não passam de raciocínios
humanos, embebidos em arrogância, orgulho e falta de humildade, que
combinados com conceitos errôneos anteriores, perpetuados ao longo
dos anos, geram a atual situação prevalecente: a ignorância
vestida do pseudo-esclarecimento.
É bem evidente que a pesquisa, a meditação e a oração,
juntos com sinceridade de coração e verdadeiro interesse de
se agradar a Deus, são elementos importantes para se chegar a um
conhecimento adequado e pleno das Escrituras. Mas o fato de se alcançar
certas pérolas do conhecimento bíblico, que com certa medida
de segurança podem ser chamadas de “verdade”, não
justifica que todas as teorias e opiniões pessoais devam ser colocadas
nessa mesma categoria, nem dizer que tais coisas são a “verdade”
que desce da parte do Altíssimo, quando, de fato, não passam
de raciocínios de homens que estão convencidos de sua posição
especial perante Deus, em detrimento de seus semelhantes. Homens que em
nenhum momento admitem que não têm certeza de certas coisas
que ensinam, e que quando modificam algum ensinamento importante, que afetou
a vida das pessoas, dizem que foi uma “nova luz” que acabou
de chegar da parte de Deus, e não assumem qualquer responsabilidade
dos excessos que cometeram.
O que acontecerá se algum adepto cobrar deles uma atitude de responsabilidade?
Será vítima de uma inquisição, e num julgamento
simulado será expulso da irmandade. O que acontecerá se alguém
de fora fizer essa mesma cobrança? Os líderes encararão
isso com completo desprezo, pois afinal de contas todos os que estão
fora de sua religião já estão condenados por Deus.
É como diz certo escritor:
“Têm consciência de ser um povo fiel, uma minoria eleita....
Têm bem nítidos os limites que os dividem dos outros. Os outros,
a grande maioria, são apóstatas, moralmente pervertidos, arrastados
pelo mundo. Enquanto o ‘nós’ (fundamentalistas) constitui
o resto fiel aos princípios fundamentais e imutáveis.”
– O Outro é o Demônio, Uma Análise
Sociológica do Fundamentalismo, de Ivo Pedro Oro, Ed. Paulus
(1996).
Que as palavras do escritor bíblico sejam ainda mais magnificadas:
“Seja Deus achado verdadeiro, embora todo homem seja
achado mentiroso, assim como está escrito: ‘Que sejas mostrado
justo nas tuas palavras e venças quando estiveres sendo julgado.’”
– Romanos 3:4.
Durante um grande período da Idade Média, pessoas foram perseguidas,
condenadas e queimadas na estaca como hereges, por causa do único
“pecado” de discordar de certos ensinos da Igreja Católica.
A promoção de ensinos contrários à direção
papal era punida com toda a severidade. A mera divulgação
das Escrituras Sagradas, a Bíblia, podia ser punida com a morte.
Não importava aos inquisidores se o julgamento era justo ou não,
contanto que os seus interesses fossem preservados. Qualquer justificativa
que fosse usada para explicar tais julgamentos pungentes não passava
de figura de retórica.
Além das execuções físicas, outra “execução”
era infligida às almas “rebeldes” e “pecadoras”.
Tratava-se da excomunhão. A Igreja Católica não só
se achava no direito de privar as pessoas de viverem pacificamente, mas
também achava que tinha as prerrogativas de excluí-las da
vida eterna. As aspirações cristãs da pessoa que caísse
em tal julgamento estariam ameaçadas. O opróbrio e a desaprovação
de Deus seria o destino da infame alma. A visão de tal fim era tão
aterradora que intimidava reis e autoridades. A excomunhão era uma
arma espiritual de grande importância, já que os dirigentes
religiosos dificilmente conseguiriam por as mãos em pessoas de nobre
estirpe, para levá-las à fogueira.
“Mas isso é coisa do passado”, alguém poderá
dizer, “a Igreja Católica e as demais religiões cristãs
não praticam mais esses excessos”. Embora seja verdade que
a Igreja Católica, através de João Paulo II, tenha
pedido perdão (mea culpa) por alguns julgamentos inquisitoriais do passado, oficialmente
o Código de Direito Canônico do Vaticano, ainda mantém
a excomunhão como expediente de punição. Esse código
prevê, por exemplo, que os que abandonam a Igreja em prol de outra
fé, já estão automaticamente excomungados. Quanto às
diversas igrejas protestantes, não se têm notícias de
que elas praticam a excomunhão. Mas existe uma religião que
“aprimorou” a excomunhão, dando a ela uma conotação
de execução sumária do “errante”.
Imagine que você é um cristão dedicado, ama a Deus e
é cooperativo na sua igreja, a única que conhece desde a infância.
Ao completar dezoito anos, você é convocado pelo Estado a prestar
um serviço militar compulsório durante um ano. Então,
você explica que não pode se dedicar a essa atividade por causa
de sua consciência cristã, que não pode se sujeitar
ao adestramento militar. O Estado lhe oferece como alternativa trabalhar
algumas horas por dia num serviço civil, talvez numa creche ou num
hospital. Se você não aceitar essa opção será
separado de sua família e ficará por tempo indeterminado na
prisão, sofrendo todo o tipo de pressão psicológica.
Você pensa e resolve aceitar essa obrigação em lugar
do serviço militar.
Ao retornar à sua igreja você comunica aos líderes a
sua decisão. Em virtude disso, você é convocado para
um julgamento secreto com eles. É um julgamento só no nome,
pois o que eles querem mesmo é comunicar que você foi desassociado
(excomungado), por desobedecer a ordem do comando central da igreja, que
diz que é pecado entrar no citado serviço civil alternativo.
A partir de então, você será considerado uma pessoa
iníqua. Todos os seus únicos amigos estão proibidos
de falar com você, e de lhe cumprimentar. Na mente dos seus queridos
irmãos da igreja, se Deus fosse destruir os maus hoje, no esperado
“fim do mundo”, você provavelmente seria um dos executados
sem nenhuma perspectiva de vida eterna no paraíso. Para eles você
já está morto. A partir de agora você é um infiel
a Deus, aguardando apenas a execução literal.
Como você se sentiria na situação descrita acima? Ela
pode parecer inverossímil para quem nunca se deparou com algo assim,
mas é uma realidade hoje em dia para milhões de pessoas. É
assim a excomunhão praticada pela religião conhecida como
Testemunhas de Jeová, que já ultrapassa a cifra de seis milhões
de adeptos no mundo inteiro. A citada proibição, do serviço
alternativo, foi abolida em 1995, e não é mais pecado. Na
verdade, nunca foi. (Mas até aquele ano, em vários países,
milhares de jovens Testemunhas de Jeová ficaram muitos anos em prisões
por obedecerem a ordem que emanava do poder central conhecido como Corpo
Governante). Ainda resta, porém, uma elaborada e infindável
lista de pecados e delitos que as Testemunhas devem evitar, se não
quiserem ser punidas com a desassociação.
Alguns desses pecados são claramente especificados na Bíblia,
outros não.ndo em foco o que foi relatado aqui, resta perguntar:
O padrão de excomunhão das Testemunhas de Jeová encontra
verdadeiro apoio das Escrituras? Autoridades religiosas estão realmente
autorizadas por Deus a decidirem o futuro eterno das pessoas?
“[Somos] subordinados de Cristo e mordomos dos segredos sagrados de
Deus.... o que se procura nos mordomos é que o homem seja achado
fiel..... para mim é um assunto muito trivial o de eu ser examinado
por vós ou por um tribunal humano.... pois não estou cônscio
de nada contra mim mesmo.... quem me examina é Jeová.
Por isso, não julgueis nada antes do tempo devido, até
que venha o Senhor, que tanto trará da escuridão para a luz
as coisas secretas.... e então cada um terá o seu louvor da
parte de Deus..... aprendais a regra: ‘NÃO VADES
além das coisas que estão escritas’..... [suplico-vos]
que vos torneis meus imitadores..... Relata-se entre vós.... fornicação
tal como nem há entre as nações, que certo homem tenha
por esposa a de seu pai..... nem ao menos pranteastes, a fim de que o homem
que cometeu esta ação fosse tirado do vosso meio?.... não
sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? Retirai o velho
fermento, para que sejais massa nova.... Cristo, a nossa páscoa,
já tem sido sacrificado.... guardemos a festividade, [não
com] o fermento de maldade e iniqüidade, mas com os pães não
fermentados da sinceridade e da verdade..... cesseis de ter convivência
com qualquer que se chame irmão, que for fornicador.... , ou idólatra,
.... , ou beberrão...., nem sequer comendo com tal homem..... ‘Removei
o homem iníquo de entre vós.’” – 1 Coríntios
4:1-21; 5:1-13.
O contexto que culmina na frase “removei o homem iníquo de
entre vós” é bastante esclarecedor. Qual tipo de pessoas
Paulo disse que a congregação deveria excluir? Ele começa
falando de um homem da congregação que estava tendo relações
com a esposa do seu pai (incesto?), sem que nenhuma providência tenha
sido tomada. O ponto de partida de Paulo é justamente esse fornicador.
Paulo estava se referindo à pessoas com alto grau de depravação
moral e espiritual, que não seguem os princípios de conduta
do Cristianismo. Praticamente todos os comentaristas bíblicos têm
esse entendimento. Observe dois exemplos:
“Em segundo lugar o Apóstolo recomenda que esse tipo de pessoa
não participe das ações litúrgicas, pois a vida
deles nada tem que ver com a comunidade (vers. 11b). Afastados, talvez possam
rever a própria vida e ter assim oportunidade de converter-se. A
comunidade deve evitá-los, se eles são empedernidos no mal,
mas deixar o julgamento para Deus.” – Primeira Carta aos Coríntios, Explicação
e Atualização, Mauro Strabeli.
[Em 1 Coríntios 5:12, observa-se que] os coríntios não
mais se consideravam sujeitos às regras ordinárias de moralidade.”
– Ética do Novo
Testamento, os Legados de Jesus e Paulo, Frank J. Matera.
Portanto, aplicar esse versículo a uma infinidade de situações,
como faz a Torre de Vigia, é uma clara desconsideração
das palavras prévias de Paulo: “Não vades além
do que está escrito.” (4:6) O texto se refere à pessoas
iníquas mesmo, entregues aos pecados mais repugnantes. Por isso tinham
que ser excomungadas. Mas os aplicadores da disciplina não podiam
afirmar que essa pessoa estava morta para Deus, e sem perspectiva de vida
eterna, pois Paulo disse: “Não julgueis nada
antes do tempo devido, até que venha o Senhor, que tanto trará
da escuridão para a luz as coisas secretas, como tornará manifestos
os conselhos dos corações.” (4:5)
Não comer com a pessoa excluída talvez seja uma referência
à Refeição Noturna do Senhor (última ceia),
pois, no contexto, Paulo disse: “Retirai o velho fermento....
Cristo, a nossa páscoa, já tem sido sacrificado.... guardemos
a festividade, não.... com o fermento de maldade e iniqüidade,
mas com os pães não fermentados da sinceridade..... cesseis
de ter convivência com qualquer que se chame irmão,
que for fornicador.... nem sequer comendo com tal homem.....
‘removei o homem iníquo de entre vós’.”
(5:7-13) É a visão desse contexto que gerou o termo “excomunhão”,
que significa ficar fora da comunhão cristã, por ocasião
da celebração da Refeição Noturna do Senhor.
(Um manuscrito cristão do início do século II, chamado
Didaqué, sugere que a não participação na Refeição
Noturna era realmente uma ação disciplinar – uma excomunhão).
Claramente, as palavras de Paulo, em Coríntios, não dão
margem para o procedimento adotado entre as Testemunhas de Jeová
de não cumprimentar o excomungado, e não falar com ele. De
onde, então, surgiu tal entendimento?
Se uma Testemunha de Jeová for desassociada (excomungada), todas
as outras Testemunhas estão proibidas de falar com ela, e de cumprimentá-la.
Quem desobedecer é punido também com a desassociação.
Um dos versículos da Bíblia que geralmente são citados
para apoiar essa posição é o que está acima.
Ele se aplica a pessoas que não respeitam as leis divinas de comportamento,
tornando-se pecadores habituais e impenitentes.
Seria “cessar de ter convivência” o mesmo que não
falar ocasionalmente, ou cumprimentar? Sobre a expressão “cessar
de ter convivência”, uma nota da Bíblia Tradução do Novo Mundo (publicada pela Associação
da Torre de Vigia, entidade jurídica das Testemunhas de Jeová)
declara: “Literalmente: ‘não vos mistureis com’.
Grego: me sy·na·na·mí·gny·sthai; latim: non
com·mí·sce·ri.”. Agora observe
um outro versículo em que Paulo usa essa mesmíssima palavra
grega me sy·na·na·mí·gny·sthai
(sunanamignusqai):
“Mas, se alguém não for obediente à nossa palavra
por intermédio desta carta, tomai nota de tal, parai de associar-vos
com ele [em grego: me sy·na·na·mí·gny·sthai], para que fique envergonhado.
Contudo, não o considereis como inimigo, mas continuai a admoestá-lo
como irmão.” – 2 Tessalonicenses 3: 14, 15.
Percebe-se que a mesma palavra grega foi traduzida de duas maneiras diferentes,
talvez para dizer que os versículos não falam da mesma coisa.
Mas não é preciso grande esforço para perceber que
Paulo está falando de situações semelhantes, embora
a primeira situação (mencionada na carta aos coríntios)
pareça ter sido mais grave. A comparação dos dois versículos
sugere que quando Paulo falou de “remover o homem iníquo”
da congregação ou da comunhão da Refeição
Noturna, ele não tinha em mente que os irmãos não mais
cumprimentariam o errante, ou que não falariam com ele em circunstâncias
ocasionais. O que Paulo disse é que os irmãos não deviam
se “misturar” com esses pecadores disciplinados pela congregação.
A expressão “não vos mistureis” significa não
ter associação habitual, nada mais além disso.
“Não se misturar com” nunca poderia significar “não
falar com”, porque Paulo disse sobre esses que estavam sob disciplina:
“Não o considereis como inimigo, mas continuai a admoestá-lo
como irmão.” Como você vai admoestá-lo se não
puder falar com ele? A Torre de Vigia ensina às Testemunhas de Jeová
que somente os anciãos (= pastores) tem essa prerrogativa de falar
com um desassociado. Mas isso não passa de uma interpretação
que mais uma vez fere a regra: “Não vades além das coisas que estão escritas.”
– 1 Coríntios 4:6.
Já que não ter convívio é diferente de se ter
um contato casual ou cumprimentar, a Torre de Vigia costuma citar outros
dois versículos para apoiar o seu tipo de excomunhão:
“Se alguém se chegar a vós e não trouxer este
ensino, nunca o recebais nos vossos lares, nem o cumprimenteis. Pois,
quem o cumprimenta é partícipe das suas obras iníquas.”
– 2 João 10, 11.
“Saíram
do nosso meio, mas não eram dos nossos; pois se tivessem sido dos
nossos teriam permanecido conosco.” – 1 João 2:18,19.
O que revela o contexto desses dois versículos?
“Pois muitos enganadores saíram pelo mundo afora, pessoas que
não confessam Jesus Cristo vindo na carne. Este é o
enganador e o anticristo .... Todo aquele que se adianta e não
permanece no ensino do Cristo não tem Deus. Quem permanece
neste ensino é quem tem tanto o Pai como o Filho. Se alguém
se chegar a vós e não trouxer este ensino, nunca o recebais
nos vossos lares, nem o cumprimenteis.” – 2 João 7, 9,
10.
Portanto, o apóstolo João está falando de um assunto
completamente diferente do que Paulo escreveu em Coríntios. Ele se
referia aos anticristos, que negavam que Jesus tivesse vindo na carne. Ele
não estava estabelecendo uma regra geral de excomunhão, como
a Torre de Vigia tem ensinado, e nem poderia, pois Tiago 5:19, 20 aconselhou
os cristãos:
“Meus irmãos, se alguém se desencaminhar da verdade
e outro o fizer voltar, sabei que aquele que fizer um pecador voltar do
erro do seu caminho salvará a sua alma da morte e cobrirá
uma multidão de pecados.”
As Testemunhas de Jeová estão proibidas de seguir o conselho
acima. Tanto são orientadas a não seguir o conselho de ‘não
ir além do que está escrito’, como não podem
seguir o que está escrito.
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