"Casar-se somente no Senhor" - Parte 2
(por Zadig)
É um prazer dar continuação a este assunto. Mesmo ciente da complexidade envolvida na escolhe de um cônjuge, este artigo pretende ampliar a visão de muitos para o contexto da época do apóstolo Paulo quando disse “casem-se somente no Senhor”.
A dificuldade de convivência entre um casal que professam terem fé distinta é, de fato, ameaçador, muitas vezes chega a ser doloroso, principalmente na criação de filhos. O que o leitor deverá ter em mente, é que praticamente qualquer denominação religiosa tem, em suma, o mesmo princípio adotado pelas Testemunhas de Jeová. O que difere entre umas e outras é o grau da exigência, e se há ou não punições sobre os supostos “infratores”. Algumas apresentam o conselho do apóstolo Paulo exatamente como ele é, um conselho, uma orientação que poderá ser de ajuda ou não, onde cada caso é, certamente, um caso. Outras, assim como as Testemunhas de Jeová, consiste em regra máxima, trazendo até punições sobre o “infrator”.
A Igreja Católica, com mais de 1.057.326.693 (um bilhão, cinqüenta e sete milhões trezentos e vinte e seis mil seiscentos e noventa e três) adeptos no mundo todo, também apresenta a seus membros a “regra” do ‘casamento só no senhor’. No livro, “Catecismo da Igreja Católica”, edição Típica Vaticana, 2000; na página 446-7 trata do assunto sobre o subtítulo “Os casamentos mistos e a disparidade de culto.”
Notem uma das
argumentações dessa denominação religiosa: “A
diferença de confissão entre os cônjuges não
constitui obstáculo insuperável para o casamento, desde
que consigam em comum o que cada um deles recebeu em sua comunidade e
aprender um do outro o modo de viver sua fidelidade a Cristo”.
Logo, as argumentações passam a descrever as
dificuldades, principalmente na criação de filhos.
Porém, a Igreja Católica é ponderada, e escolhe o
melhor modo de tratar a situação. Deixa a questão
a cargo da consciência de cada indivíduo, dando conselhos
sobre a necessidade de ser cauteloso, bem como, não deixar que
tal escolha mude sua situação, fé ou fidelidade
para com Cristo.
Claro é
que, assim como as demais denominações religiosas, a
Igreja Católica também espera que o cônjuge
não-católico se torne um membro ativo com o passar do
tempo. Até mesmo diz “nos casamentos com disparidade
de culto, o cônjuge católico tem uma missão
particular: “Pois o marido não-cristão é
santificado pela esposa, e a esposa não-cristã é
santificada pelo marido cristão”. Será uma grande
alegria par ao cônjuge cristão e para a Igreja se esta
“santificação” levar o cônjuge à
livre conversão à fé cristã”.
Muito tempo seria gasto se tentássemos apresentar aqui todas as visões – grandemente particulares – de outras denominações religiosas, mas basicamente todas seguem o mesmo princípio, sem o qual estas mesmas denominações não existiriam.
Na
passagem/interpretação apresentada pela Igreja
Católica, notamos que eles também se consideram
cristãos. Daí, novamente estamos sobre o ponto
apresentado pelo apóstolo Paulo, “casar-se somente no
Senhor” ou “casar-se somente com um
cristão”.
Podemos dizer que o livro bíblico de 1 João é bastante revelador. Logo abaixo, está uma lista de textos que poderão ser utilizados para a meditação, onde cada pessoa deverá consultar sua consciência e decidir o que deverá fazer com respeito à escolha de um cônjuge, principalmente quando este não professa ter a mesma denominação religiosa – a famosa “placa de igreja”.
Eis os textos – Tradução do Novo Mundo (TNM):
2: 2, 3 “E ele é um sacrifício propiciatório pelos nossos pecados, contudo, não apenas pelos nossos pecados, mas também pelos do mundo inteiro. E por meio disso temos o conhecimento de que chegamos a conhece-lo, a saber, se continuarmos a observar seus mandamentos”;
2:22, 23 “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, aquele que nega o Pai e o Filho. Todo aquele que nega o Filho, tampouco tem o Pai. Quem confessa o Filho, tem também o Pai”;
2: 29 “Se sabeis que ele é justo, obtendes o conhecimento de que todo aquele que pratica a justiça nasceu dele”;
4: 2 “...Toda expressão inspirada que confessa Jesus Cristo como tendo vindo na carne origina-se de Deus”;
4: 15 “Todo aquele que faz a confissão de que Jesus Cristo é o Filho de Deus, com tal Deus permanece e união e ele em união com Deus”;
5: 1 “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo nasceu de Deus...”;
5: 5 “Quem é que vence o mundo senão aquele que tem fé em que Jesus é o Filho de Deus?”;
Agora a questão é: O que fará você? Certamente os membros do “Mentes Bereanas” desejam sua felicidade nesta e em muitas outras escolhas. Mas este assunto pode apenas ser comentado e aconselhado da forma como todas estas páginas foram preenchidas, pois a escolha final cabe a você, caro leitor. Apenas tenha em mente que o seu próximo foi também beneficiado pelo sacrifício de Cristo, e que o reconhecimento disto da parte dele é essencial para a salvação, assim como também o esforço sincero para aprender e cumprir os mandamentos bíblicos que estão claramente delineados nas Escrituras Sagradas.