A Bíblia de Berleburg
(A Sentinela, 15/02/05, p. 9)

Nos séculos 17 e 18, surgiu um movimento religioso na Igreja Lutena alemã chamado pietismo. Os integrantes desse movimento foram bastante perseguidos por causa de suas opiniões. Finalmente, os pietistas encontraram um refúgio e foram acolhidos pelo Conde Casimar von Wittgenstein Berleburg. Os eruditos pietistas recebidos por von Wittgenstein produziram uma nova tradução da Bíblia chamada hoje de Bíblia de Berleburg.

O mentor desse projeto de tradução foi Johann Haug, "que foi obrigado a abandonar seu lar em Estrasburgo devido à intolerância de teólogos locais." Haug intencionava "produzir uma Bíblia com notas e comentários explicativos, e que fosse compreensível às pessoas comuns." Depois de 20 anos de trabalho árduo a Bíblia de Berleburg começou a ser publicada no ano de 1726. Por causa das notas explicativas muito extensas, foi preciso publicá-la em 8 volumes.

Uma característica da tradução de Berleburg: O nome "Jeová" é usado em Êxodo 6:2, 3, e nos comentários sobre Êxodo 3:15 e Êxodo 34:6.

 

A citação a seguir não foi mencionada pela Sentinela

Destacando uma das características das notas da Bíblia de Berleburg o Dicionário de Milenarismos diz:

"Traduzida e anotada em alemão no século XVIII pelo grupo dos filadelfianos, instigados pelos condes Casimir de Seyn e Wittgenstein. Uma nota indica, a propósito da passagem de Daniel sobre os 2.300 anos, que eles se referem não apenas a Antíoco, mas também ao conjunto dos tempos que vão de Daniel até o fim do mundo (época do grande conflito entre as potências das trevas e o povo de Deus). Ora, esses 2.300 anos, inaugurados pelas 70 semanas (que vão até o quarto ano depois da morte de Cristo), cumprem-se em 1.260, 1.290, 1.335 anos (que começam por volta de 410 d.C.), o que significaria que 1.748 seria a data do fim do mundo. Essa Bíblia foi logo importada pelos norte-americanos e reimpressa em Germantown antes mesmo que uma Bíblia inglesa fosse impressa no Novo Mundo. Ela era particularmente apreciada pelos dunkers e pela comunidade mística de Efrata. - Dicionário de Messianismos e Milenarismos (2000), de Henri Desroche, Univesidade Metodista de São Paulo, p. 109; conforme aparece em The Bible in America, P. Marion SIMMS, Nova Iorque, 1936, Froom, t. II, p. 702-705.

 

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