Testemunhas de Jeová

APÊNDICE 4

 

COMENTÁRIOS SOBRE UM

ESTUDO DE “A SENTINELA”

 

 

N

as páginas 21 a 25 da Sentinela de 15 de fevereiro de 2006 a Torre de Vigia tratou mais uma vez da Comemoração da Morte de Cristo. Como em todas as outras ocasiões, a matéria consistiu numa reafirmação de seu ensino sobre os dois grupos de cristãos, com o objetivo de enfatizar quão “impróprio” é que as pessoas que não fazem parte do grupo dos “ungidos” participem no pão e no vinho da celebração.

Embora este folheto já tenha analisado a maioria dos pontos doutrinais reapresentados nesta Sentinela, ainda assim parece apropriado comentar todos os parágrafos dela, uma vez que, como é usual, citam-se dezenas de textos bíblicos ao longo do “estudo”. Para muitos, isso pode parecer impressionante. O problema é que dificilmente alguém analisa detidamente tais referências. Uma consideração destes textos dentro do contexto de cada parágrafo permitirá que o leitor avalie prontamente até que ponto eles realmente confirmam as declarações que a revista faz.

Apresentamos a seguir a matéria na íntegra. Os trechos da revista estão em negrito. Recomendamos fortemente que todos os textos citados sejam realmente lidos. Ocasionalmente estaremos remetendo o leitor a certas partes deste folheto, caso os assuntos em questão já tenham sido considerados minuciosamente e se dispensem comentários adicionais.

 

[ A Sentinela de 15 de fevereiro de 2006 – páginas 21-25 ]

 

 

O ajuntamento das coisas no céu e das coisas na Terra

“É segundo o seu beneplácito . . . ajuntar novamente todas as coisas no Cristo,  as coisas nos céus e as coisas na terra.” — EFÉSIOS 1:9, 10.

PAZ UNIVERSAL! Esse é o glorioso propósito de Jeová, “o Deus de paz”. (Hebreus 13:20) Ele inspirou o apóstolo Paulo a escrever que seu “beneplácito” é “ajuntar novamente todas as coisas no Cristo, as coisas nos céus e as coisas na terra”. (Efésios 1:9, 10) Qual é o sentido do verbo traduzido “ajuntar novamente” nesse versículo? O erudito bíblico John B. Lightfoot observa: “A expressão denota a inteira harmonia do Universo, que não abrigará mais elementos estranhos e discordantes, mas no qual todas as partes encontrarão seu núcleo e vínculo de união em Cristo. Desaparecerão o pecado e a morte, a tristeza e o fracasso.”

 

 

A maioria das Testemunhas de Jeová provavelmente desconhece que Lightfoot, apresentado aqui como “erudito bíblico”, foi na realidade um destacado teólogo da Igreja Anglicana no século 17. Segundo o conceito da organização ele seria considerado como um membro da “cristandade apóstata”, e qualquer opinião dele teria pouco mérito aos olhos da Torre de Vigia. Sendo assim, parece bem contraditório que uma observação dele seja usada para introduzir este estudo de A Sentinela.

 

Independentemente disso, note-se que o comentário dele limitou-se ao sentido da expressão “ajuntar novamente”. Ele não se preocupou em definir o que (ou quem) são essas “coisas nos céus” e as “coisas na terra”. Mas a organização usa esse texto como base do estudo e passa a fazer isso na matéria que vem em seguida. Aí é que surgem os problemas.

 

“As coisas nos céus”

2 O apóstolo Pedro resumiu a maravilhosa esperança dos cristãos verdadeiros ao escrever: “Há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça.” (2 Pedro 3:13) Os “novos céus” prometidos aqui se referem à nova autoridade governamental, o Reino messiânico. “As coisas nos céus”, mencionadas por Paulo na sua carta aos efésios, seriam ajuntadas “no Cristo”. Isso se refere ao número limitado de humanos escolhidos para governar com Cristo nos céus. (1 Pedro 1:3, 4) Esses 144.000 cristãos ungidos são “comprados da terra”, “dentre a humanidade”, para serem co-herdeiros de Cristo no seu Reino celestial. — Revelação (Apocalipse) 5:9, 10; 14:3, 4; 2 Coríntios 1:21; Efésios 1:11; 3:6.

 

A justaposição de textos no parágrafo, em rápida seqüência, pode confundir um leitor desatento. Citam-se palavras de Pedro, depois se faz uma breve menção das palavras de Paulo e daí retorna-se a algo mais que Pedro disse, numa tentativa de estabelecer uma relação entre os escritos. Na verdade esse texto de 1 Pedro 1:3, 4 não menciona “as coisas nos céus”. E não diz qualquer palavra sobre um “número limitado de humanos escolhidos para governar com Cristo nos céus”. O texto fala simplesmente sobre uma “herança reservada nos céus”. Uma leitura atenta dos textos mencionados no final do parágrafo mostra que nenhum deles apresenta a idéia completa de que ‘os 144.000 cristãos ungidos são comprados da terra para serem co-herdeiros de Cristo no seu Reino celestial’. Esta sentença final do parágrafo é resultante de uma conexão arbitrária de frases que aparecem separadamente nos textos, como se todos eles estivessem falando necessariamente dos 144.000.

 

3 Os cristãos ungidos são gerados, ou nascidos de novo, por meio do espírito santo, para se tornarem filhos espirituais de Jeová. (João 1:12, 13; 3:5-7) Sendo adotados por Jeová como “filhos”, eles se tornam irmãos de Jesus. (Romanos 8:15; Efésios 1:5) Como tais, mesmo quando ainda estão na Terra, diz-se que foram ‘levantados e assentados junto nos lugares celestiais em união com Cristo Jesus’. (Efésios 1:3; 2:6) Eles ocupam essa enaltecida posição espiritual porque ‘foram selados com o prometido espírito santo, que é penhor antecipado de sua herança’, reservada para eles nos céus. (Efésios 1:13, 14; Colossenses 1:5) Esses são, portanto, “as coisas nos céus”, cujo número total predeterminado por Jeová tinha de ser ajuntado.

 

A conclusão apresentada nesta última frase do parágrafo é baseada na velha premissa de que expressões bíblicas tais como “filhos de Deus”, “nascidos de novo”, “irmãos de Jesus”, ‘herança reservada nos céus’, ‘selados com o espírito santo’ e outras, aplicam-se exclusivamente aos “cristãos ungidos”. Em todos os casos, os contextos onde tais expressões se encontram são desconsiderados.

 

O parágrafo sugere ainda que o ‘ajuntamento’ significa nada mais que ‘ajuntar’ um “número total predeterminado por Jeová” de 144.000.  Absolutamente nenhum dos textos citados comprova que o ‘ajuntamento’ se refere a isso, ou que exista tal ‘predeterminação’ da parte de Jeová, quanto a um número literal.

 

Começa o ajuntamento

4 Em harmonia com a “administração” (ou maneira de gerenciar coisas) de Jeová, o ajuntamento das “coisas nos céus” começaria “no pleno limite dos tempos designados”. (Efésios 1:10) Esse tempo chegou no Pentecostes de 33 EC. Naquele dia, foi derramado espírito santo sobre os apóstolos e um grupo de discípulos, homens e mulheres. (Atos 1:13-15; 2:1-4) Isso provou que o novo pacto havia entrado em vigor, marcando o nascimento da congregação cristã e da nova nação do Israel espiritual, “o Israel de Deus”. — Gálatas 6:16; Hebreus 9:15; 12:23, 24.

 

 

Efésios 1:10 não fala em ‘começo do ajuntamento’, e sim, sobre o ajuntamento em si. E nem limita esse ‘ajuntamento’ às “coisas nos céus”. Ainda que fosse inteiramente correta a idéia de que as “coisas nos céus” se referem a um grupo literal de 144.000 e que tal ‘ajuntamento’ começou lá no Pentecostes de 33 EC, o texto ainda estaria sendo aplicado parcialmente, pois desconsidera o ajuntamento das “coisas na terra” (que o texto diz que também ocorreria “no pleno limite dos tempos designados”). É verdade que o derramamento do espírito santo no Pentecostes mostrou que o favor de Deus estava com a congregação cristã, mas ser tal espírito derramado sobre aquelas pessoas não dava qualquer indicação quanto ao destino final de cada uma delas. O parágrafo também presume que as expressões “Israel espiritual” e “Israel de Deus” aplicam-se a um grupo limitado de 144.000 (definido como “as coisas nos céus”, no parágrafo anterior). Nenhum dos três últimos textos confirma esta idéia. Pelo contrário, a consideração de cada um deles em seus devidos contextos prova, além de qualquer dúvida, que tais expressões aplicam-se indiscriminadamente a todos os verdadeiros cristãos.

 

5 O pacto da Lei, feito com o Israel carnal, não produziu “um reino de sacerdotes e uma nação santa” que serviria para sempre no céu. (Êxodo 19:5, 6) Jesus disse aos líderes religiosos judaicos: “O reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que produza os seus frutos.” (Mateus 21:43) Essa nação, o Israel espiritual, compõe-se de cristãos ungidos introduzidos no novo pacto. Para esses, o apóstolo Pedro escreveu: “Vós sois ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial, para que divulgueis as excelências’ daquele que vos chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz. Porque vós, outrora, não éreis povo, mas agora sois povo de Deus.” (1 Pedro 2:9, 10) O Israel carnal não era mais o povo pactuado de Deus. (Hebreus 8:7-13) Como Jesus havia predito, o privilégio de participar no Reino messiânico foi tirado deles e dado aos 144.000 membros do Israel espiritual. — Revelação 7:4-8.

 

O entendimento tradicional da Torre de Vigia acerca da expressão “reino de sacerdotes e nação santa” no caso do antigo Israel é inteiramente acomodado à doutrina da organização. (Para uma consideração sobre este texto, veja o capítulo 3 deste folheto, subtópico “O pacto feito entre Deus e a nação de Israel”.) E, seguindo a tendência, o parágrafo também aplica arbitrariamente o conteúdo de 1 Pedro 2:9, 10 aos 144.000, além de repetir a idéia de que o “Israel espiritual” é composto unicamente por estas pessoas. Ademais, Jesus não predisse que ‘o reino seria tirado dos judeus e dado aos 144.000’ mencionados em Revelação 7:4-8. Em Mateus 21:43 ele falou que o reino seria dado a ‘uma nação que produz frutos’. A idéia de que esta “nação que produz os seus frutos” limita-se a um grupo literal de 144.000 é um ensino da Torre de Vigia. O próprio Jesus não disse isso e a Bíblia não apóia este raciocínio em parte alguma.

 

Introduzidos no pacto do Reino

6 Na noite em que Jesus instituiu a Comemoração de sua morte, ele disse aos apóstolos fiéis: “Vós sois os que ficastes comigo nas minhas provações; e eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino, a fim de que comais e bebais à minha mesa, no meu reino, e vos senteis em tronos para julgar as doze tribos de Israel.” (Lucas 22:28-30) Jesus referiu-se aqui a um pacto especial que fez com seus 144.000 irmãos gerados pelo espírito, que permaneceriam ‘fiéis até a morte’ e se tornariam ‘vencedores’. — Revelação 2:10; 3:21.

 

 

O parágrafo mesmo reconhece que em Lucas 22:28-30 Jesus estava falando com os “apóstolos fiéis” unicamente, e não com um grupo maior de pessoas. Os dois textos do final do parágrafo também não dizem qualquer palavra sobre os 144.000. Nem nestes dois textos, nem em qualquer outro texto da Bíblia especifica-se um número fixo de cristãos ‘vencedores’ e ‘fiéis até a morte’.

 

7 Os que compõem esse grupo limitado renunciam a toda esperança de vida eterna na Terra como humanos de carne e sangue. Eles reinarão com Cristo no céu, sentando-se em tronos para julgar a humanidade. (Revelação 20:4, 6) Vejamos agora outros textos bíblicos que se aplicam apenas a esses ungidos e que mostram por que as “outras ovelhas” não tomam dos emblemas na Comemoração. — João 10:16.

 

O texto de Revelação 20:4-6 fala realmente de pessoas atuando como reis, sacerdotes e juízes juntamente com Cristo, mas não diz que isso se refere a um grupo de 144.000. Esta idéia é uma dedução da Torre de Vigia. Ademais, a Bíblia não diz qualquer palavra sobre ‘renúncia’ à esperança de vida eterna na terra por parte de alguém. No final do parágrafo cita-se o texto de João 10:16, que é imediatamente aplicado às “outras ovelhas”, as quais, segundo a organização, são um grupo diferente dos “ungidos”, compondo-se de pessoas que “não tomam dos emblemas na Comemoração”. Nenhum texto bíblico apresenta estas idéias.

 

8 Os ungidos passam por sofrimentos assim como Jesus passou, e dispõem-se a sofrer uma morte semelhante à dele. Como membro desse grupo, Paulo declarou que estava preparado para qualquer sacrifício, de modo que pudesse ‘ganhar a Cristo a fim de conhecer a ele e o poder de sua ressurreição e a participação nos seus sofrimentos’. De fato, Paulo se dispunha a submeter-se “a uma morte semelhante à [de Jesus]”. (Filipenses 3:8, 10) Muitos cristãos ungidos têm suportado em seus corpos carnais “o tratamento mortífero dado a Jesus”. — 2 Coríntios 4:10.

 

O fato de o apóstolo Paulo e muitos outros cristãos ao longo da história terem passado por sofrimentos semelhantes aos de Cristo não prova em si mesmo que tais pessoas fazem parte de um grupo que está destinado a ir para o céu. O parágrafo está sugerindo que as palavras de 2 Coríntios 4:10 aplicam-se exclusivamente a esse grupo limitado. Mas a leitura dos versículos precedentes (7 a 9) torna claro que tais palavras se referem às perseguições e maus tratos que os cristãos estão sujeitos a sofrer. Isto tem aplicação a todos os verdadeiros cristãos e não somente a um grupo de 144.000. Confirmando isso, 2 Timóteo 3:12 diz: “De fato, todos os que desejarem viver com devoção piedosa em associação com Cristo Jesus também serão perseguidos.”

 

9 Ao instituir a Refeição Noturna do Senhor, Jesus disse: “Isso significa meu corpo.” (Marcos 14:22) Ele se referia a seu corpo literal, que logo seria espancado e sangraria. O pão sem fermento era um símbolo apropriado desse corpo. Por quê? Porque na Bíblia, o fermento pode denotar pecado ou perversidade. (Mateus 16:4, 11, 12; 1 Coríntios 5:6-8) Jesus era perfeito, e seu corpo humano era sem pecado. Ele ofereceria esse corpo perfeito como sacrifício propiciatório. (Hebreus 7:26; 1 João 2:2) Esse seu gesto beneficiaria todos os cristãos fiéis, quer tivessem a esperança de viver no céu, quer de vida eterna numa Terra paradísica. — João 6:51.

 

De um modo geral, os textos deste parágrafo estão aplicados corretamente. Mas vale a pena apresentarmos o que dizem na íntegra os textos de 1 João 2:2 e João 6:51:

 

João 6:51: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e, de fato, o pão que eu hei de dar é a minha carne a favor da vida do mundo.”

 

1 João 2:2: “E ele é um sacrifício propiciatório pelos nossos pecados, contudo, não apenas pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro.

 

O primeiro texto fala em “alguém”, sem especificar se tal pessoa faz ou não parte de alguma “classe” de cristão. O segundo texto usa a expressão “mundo inteiro”, novamente sem fazer qualquer discriminação. Uma vez que ambos tratam da vida eterna e do perdão de pecados – algo disponível a todos os crentes – então não há o menor sentido em usá-los no meio de um estudo que defenda alguma distinção entre os cristãos.

 

Outro detalhe é que o texto de João 6:51 fala apenas da esperança de vida eterna, mas não diz qualquer palavra sobre o local de morada final dos cristãos fiéis (céu ou terra).

 

10 A respeito do vinho que os cristãos ungidos tomam na Comemoração, Paulo escreveu: “O copo de bênção que abençoamos, não é uma participação no sangue do Cristo?” (1 Coríntios 10:16) Em que sentido os que tomam do vinho ‘participam no sangue do Cristo?’ Eles certamente não participam em prover o sacrifício de resgate, pois eles mesmos precisam de redenção. Por meio de sua fé no poder redentor do sangue de Cristo, seus pecados são perdoados e eles são declarados justos para a vida no céu. (Romanos 5:8, 9; Tito 3:4-7) É por meio do sangue derramado de Cristo que seus 144.000 co-herdeiros são ‘santificados’, ou colocados à parte, purificados do pecado para serem “santos”. (Hebreus 10:29; Daniel 7:18, 27; Efésios 2:19) De fato, foi com seu sangue derramado que Cristo ‘comprou pessoas para Deus, dentre toda tribo, língua, povo e nação, e fez delas um reino e sacerdotes para o nosso Deus, e esses hão de reinar sobre a Terra’. — Revelação 5:9, 10.

 

Os textos de Romanos 5:8, 9 e Tito 3:4-7 não falam em “vida no céu”. A idéia é simplesmente que todos os que depositam fé no sangue de Cristo são “declarados justos” para a “vida eterna”. Como em todos os outros casos, as palavras dos três textos mencionados em seguida são aplicadas aos 144.000, mas é impossível encontrar esta idéia em qualquer um deles. O mesmo vale para Revelação 5: 9, 10. Este texto não menciona qualquer número específico de pessoas. Temos aqui outro caso de simples dedução da liderança da Torre de Vigia.

 

11 Ao instituir a Comemoração de sua morte, Jesus estendeu o copo de vinho aos seus apóstolos fiéis e disse: “Bebei dele, todos vós; pois isto significa meu ‘sangue do pacto’, que há de ser derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados.” (Mateus 26:27, 28) Assim como o sangue de touros e de cabritos validou o pacto da Lei feito entre Deus e a nação de Israel, o sangue de Jesus validaria o novo pacto que Jeová faria com o Israel espiritual a partir do Pentecostes de 33 EC. (Êxodo 24:5-8; Lucas 22:20; Hebreus 9:14, 15) Por beberem do vinho que simboliza o “sangue do pacto”, os ungidos indicam que foram introduzidos no novo pacto e recebem seus benefícios.

 

O parágrafo desconsidera que Cristo disse que seu sangue seria derramado “em benefício de muitos [ou seja, uma quantidade grande e indeterminada de pessoas] para o perdão de pecados [e não para definir o destino dos cristãos que tomassem dele]”. Desconsidera também que assim como o antigo Israel se compunha de um número grande e indeterminado de pessoas, o mesmo se aplica – e com ainda mais força – ao “Israel espiritual” (Veja Gálatas 4:27-31). Desconsiderar fatos semelhantes a esses permite que a liderança da organização imponha a seus seguidores a idéia antibíblica de que todos os não-ungidos estão automaticamente excluídos do “novo pacto”.  

 

12 Algo mais é trazido à atenção dos ungidos. Jesus disse aos seus discípulos fiéis: “Bebereis o copo que eu estou bebendo e sereis batizados com o batismo com que eu estou sendo batizado.” (Marcos 10:38, 39) Mais tarde, o apóstolo Paulo falou de cristãos serem ‘batizados na morte’ de Cristo. (Romanos 6:3) Os ungidos levam uma vida de sacrifício. A sua morte é sacrificial no sentido de que renunciam a toda esperança de vida eterna na Terra. O batismo desses cristãos ungidos na morte de Cristo se completa quando, depois de morrerem fiéis, são ressuscitados como criaturas espirituais para ‘reinar junto’ com Cristo no céu. — 2 Timóteo 2:10-12; Romanos 6:5; 1 Coríntios 15:42-44, 50.

 

Para começar, o parágrafo parece estabelecer uma sutil conexão entre o “copo” mencionado em Marcos 10:38, 39 e o copo que foi distribuído por Cristo ao instituir a comemoração, o qual simboliza o “novo pacto”. Pelo menos alguns que lêem essa matéria poderiam concluir isso. Será que os dois relatos estão tratando necessariamente da mesma coisa?

 

Este trecho de Marcos 10: 38, 39 está dentro do relato no qual a mãe de Tiago e João (os filhos de Zebedeu) dirigiu-se a Jesus e, fez-lhe um pedido especial em nome dos filhos. Ela queria que Jesus permitisse que seus filhos se assentassem nas posições mais próximas a Jesus, quando ele estivesse no seu reino. Segundo o relato mais detalhado de Mateus, a resposta de Jesus a isso foi:

 

 “Vós não sabeis o que pedis. Podeis beber o copo que eu estou para beber?” Disseram-lhe: “Podemos.” Disse-lhes ele: “Bebereis, de fato, o meu copo, mas, assentar-se à minha direita e à minha esquerda não é meu para dar, mas pertence àqueles para quem tem sido preparado por meu Pai” (Mateus 20:22, 23)

 

Será que com esta expressão “meu copo”, Jesus se referia ao copo que simboliza o seu sangue, que valida o “novo pacto” e que ele ofereceu aos discípulos na celebração? De modo algum, pelos seguintes motivos:

 

1 – Tanto no relato de Mateus, como no de Marcos, Jesus disse que ele próprio beberia este copo. Mas, como mostramos neste folheto (veja o capítulo 2, subtópico “Examinando Atentamente o Relato”), a evidência indica que Jesus não tomou daquele copo que distribuiu aos discípulos.

 

2 – O momento em que Cristo bebeu deste “copo” mencionado em Marcos 10:38, 39 veio, não durante a celebração, e sim depois dela. Na oração que fez a Deus, já no Getsêmani, Jesus disse:

 

 “Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; remove de mim este copo. Contudo, não o que eu quero, mas o que tu queres.” (Marcos 14:36)

 

Isto sugere que ele estava falando de um “copo” que ainda não havia tomado. Como evidência adicional disso, observe o que ele disse quando Pedro tentou livrá-lo da prisão no Getsêmani. Segundo João 18:11, as palavras foram:

 

“Jesus, porém, disse a Pedro: “Põe a espada na [sua] bainha. Não devia eu de toda maneira beber o copo que o Pai me tem dado?

 

Portanto, o copo da celebração que simboliza o “novo pacto” não deve ser confundido com o “copo” mencionado em Marcos 10:38, 39. Com muito maior probabilidade este último se relaciona a todos os sofrimentos pelos quais Cristo passou e que culminaram em sua morte. Isto explica o porquê de Jesus ter, em certo momento, chegado a pedir a Deus que tal “copo” (ou “cálice”) fosse ‘afastado’ dele, se possível. Porém, ele por fim fez o que a vontade de Deus determinava, e tomou realmente aquele copo, experimentando o sofrimento e a morte. E muitos seguidores dele também provaram deste “copo” depois disso, como ele havia previsto. A própria resposta que Jesus deu àquela mulher indica que o fato de beber tal “copo” nada tinha que ver com assumir posições privilegiadas no reino dele. De modo que este texto pode até ser usado como um argumento contrário ao ensino da Torre de Vigia.

 

Outras duas idéias errôneas que o parágrafo apresenta são afirmar que a morte física dos ungidos é “sacrificial”, de certa forma igualando-a com a morte sacrificial de Cristo e depois dar a entender que o ‘batismo na morte de Cristo’ aplica-se apenas a eles. Quando o apóstolo Paulo falou em os cristãos serem ‘batizados na morte de Cristo’ (Romanos 6:3) ele não quis dizer isso que a Sentinela afirma. O contexto (Romanos 6:1-7) mostra que Paulo não estava falando ali de morte literal. O versículo 2 diz que essa “morte” é ‘no que se refere ao pecado’. O versículo 4 fala em uma “novidade de vida” (“vida nova”, segundo a Bíblia na Linguagem de Hoje), que começa enquanto os cristãos ainda estão vivos fisicamente. E o versículo 6 diz que a “velha personalidade” do cristão (e não o próprio cristão) é que ‘morre’ junto com Cristo.  De modo que a consideração do versículo 3 dentro deste contexto, mostra que o ‘batismo na morte de Cristo’ – algo que se aplica a todos os cristãos, diga-se de passagem – não tem qualquer relação com pessoas morrerem fisicamente (e de modo “sacrificial”, como diz a Sentinela) e depois serem ‘ressuscitadas como criaturas espirituais para reinarem com Cristo no céu’. Os três textos citados no final do parágrafo não apresentam as idéias desta maneira e também não aplicam suas palavras a um grupo de 144.000.

 

 

Foto na página 23:

 

 

Na realidade, o que se faz nesta imagem não é uma pergunta, e sim uma afirmação. A liderança da organização deseja que toda Testemunha responda (de maneira verbal ou mental) rigorosamente de acordo com o ensino oficial. Por mais que a Bíblia nem sequer sugira que a participação no pão e no vinho está restrita a um grupo específico, a doutrina da organização impera nas mentes das Testemunhas, deixando-as sem qualquer alternativa a não ser aceitar sem contestação o que este estudo da revista A Sentinela diz.

 

Quadro na página 23:

 

 

“O corpo do Cristo”

 

Em 1 Coríntios 10:16, 17, ao explicar a aplicação específica do pão aos irmãos de Cristo ungidos pelo espírito, Paulo mencionou “corpo” num sentido especial. Ele disse: “O pão que partimos, não é uma participação no corpo do Cristo? Porque há um só pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, pois estamos todos participando daquele um só pão.” Ao comerem do pão na Comemoração, os cristãos ungidos confirmam sua união dentro da congregação de ungidos, comparável a um corpo cuja Cabeça é Cristo. — Mateus 23:10; 1 Coríntios 12:12, 13, 18.

 

 

 

O quadro acima repete a doutrina tradicional da Torre de Vigia acerca do “corpo de Cristo”, como se a participação no pão e no vinho fosse alguma ‘confirmação’ de que apenas um grupo limitado de 144.000 está ‘unido’ dentro desse “corpo”. Esta idéia é antibíblica. Como mostramos no final do Capítulo 5 deste folheto, a leitura do contexto de 1 Coríntios capítulo 12 mostra que não existe esta particularização. O texto de Mateus 23:10 não sugere de modo algum que Cristo é o “líder” de apenas 144.000 pessoas. Na verdade, tanto o contexto geral de 1 Coríntios capítulo 12, como esse texto de Mateus 23:10 tornam proibitivo que alguns cristãos assumam uma posição especial de “governo” dentro da família cristã, colocando-se acima dos demais, ditando ensinos e normas divergentes do que o Líder disse ou arrogando-se o direito de mover ações punitivas contra outros membros do “corpo” que não aceitem essas idéias humanas.

 

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Para facilitar a análise do próximo parágrafo, faremos os comentários de maneira intercalada:

 

Tomar dos emblemas

13 Visto que tomar do pão e do vinho na Comemoração envolve tudo isso, obviamente seria impróprio que aqueles que têm esperança de vida eterna na Terra tomassem desses emblemas.  

 

A Bíblia torna muito claro qual é o significado básico da participação no pão e no vinho (Veja o Capítulo 8 deste folheto). E não envolve nada disso que a Torre de Vigia impõe com essa mistura arbitrária de textos bíblicos. Infelizmente é por aceitarem essa complicada explicação doutrinal que milhões de Testemunhas de Jeová acabam sendo vencidas pela idéia de que é “impróprio” participar do pão e do vinho.

 

Os que têm esperança terrestre discernem que não são membros ungidos do corpo de Cristo e que não estão no novo pacto que Jeová fez com os que governarão com Jesus Cristo.

 

Quando o apóstolo Paulo falou em participar com “discernimento”, ele não tinha em mente essas coisas que o parágrafo está dizendo que os que têm “esperança terrestre” devem ‘discernir’. (Veja o Capítulo 5 deste folheto).

 

Visto que “o copo” representa o novo pacto, apenas quem está no novo pacto toma dos emblemas.

 

Sim, o copo representa o “novo pacto”. Isso é bíblico. O que não é bíblica é a idéia de que esse “novo pacto” está restrito a um grupo específico de pessoas. (Veja o Capítulo 3 deste folheto).

 

Os que esperam ganhar a vida eterna em perfeição humana na Terra, sob o governo do Reino, não são batizados na morte de Jesus nem chamados para governar com ele no céu. Tomarem dos emblemas implicaria em algo que não é verdade no caso deles.

 

Como mostramos acima, o contexto bíblico revela que o ‘batismo na morte de Cristo’ não tem o significado que a Torre de Vigia lhe atribui nesta Sentinela e em outras publicações. Além disso, Deus é quem determina quem viverá na terra ou no céu e essa questão do destino de cada um nada tem que ver com a participação no pão e no vinho.

 

Assim, eles não tomam, embora certamente assistam à Comemoração como observadores respeitosos.

 

Não tomam porque a liderança da Torre de Vigia assim determinou e não porque a Bíblia proíba. O que Jesus disse foi: ‘persisti em fazer isso [ou seja, comer e beber] em memória de mim’. E o apóstolo Paulo disse: ‘todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este copo, estais proclamando a morte do Senhor’. Isso exclui a idéia de o cristão estar lá como “observador respeitoso” e não ser participante ativo da celebração.

 

São gratos por tudo o que Jeová tem feito por eles por meio de seu Filho, incluindo a concessão do perdão à base do sangue derramado de Cristo.

 

Com toda a certeza. E a persistência na participação nesses alimentos simbólicos com dignidade e discernimento é uma das evidências dessa gratidão. Portanto, isso não deveria ser vedado a ninguém que tenha fé nessas provisões de Deus.

 

14 A selagem final do relativamente pequeno número de cristãos chamados para reinar com Cristo no céu está praticamente completa. Até o fim de sua vida de sacrifício na Terra, os ungidos são fortalecidos espiritualmente por tomarem dos emblemas na Comemoração. Eles sentem um vínculo de união com seus irmãos e irmãs como membros do corpo de Cristo. Tomarem dos simbólicos pão e vinho os faz lembrar de sua responsabilidade de permanecerem fiéis até a morte. — 2 Pedro 1:10, 11.

 

A expressão “corpo de Cristo” não tem o significado que a Torre de Vigia lhe dá (Veja o capítulo 5 deste folheto). É verdade que os cristãos devem permanecer ‘fiéis até a morte’ mas, rigorosamente, a participação no pão e no vinho não é para ‘lembrá-los desta responsabilidade’. Tal participação serve para que recordemos outra coisa. E as palavras de 2 Pedro 1:10, 11 não se aplicam apenas a um “pequeno número de cristãos”.

 

O ajuntamento das “coisas na terra”

15 Desde meados dos anos 30, um número crescente de “outras ovelhas”, que não são do “pequeno rebanho” e cuja esperança é viver para sempre na Terra, tem se juntado em apoio aos ungidos. (João 10:16; Lucas 12:32; Zacarias 8:23) Eles se tornam companheiros leais dos irmãos de Cristo, prestando ajuda valiosa na pregação das “boas novas do reino” em testemunho a todas as nações. (Mateus 24:14; 25:40) Ao fazerem isso, preparam-se para ser reconhecidos por Cristo como suas “ovelhas”, que ficarão “à sua direita” de favor quando ele vier para julgar as nações. (Mateus 25:33-36, 46) Por meio da fé no sangue de Cristo, comporão a “grande multidão” que sobreviverá à “grande tribulação”. — Revelação 7:9-14.

 

 

Segundo o parágrafo, o “pleno limite dos tempos designados” para começar o ajuntamento das “coisas na terra” veio em “meados dos anos 30” do século passado. Embora hoje a organização já não ensine que o ano de 1935 marcou o fim da chamada dos “ungidos” (veja A Sentinela de 1º de maio de 2007, seção Perguntas dos Leitores), eles ainda crêem e afirmam que o “pleno limite dos tempos designados” de Deus para ajuntar todas as “coisas no céu” começou quase 20 séculos antes do início do ajuntamento das “coisas na terra”. Como já dissemos, a própria Bíblia coloca o assunto em termos gerais e não faz essa distinção cronológica. Além disso, nenhum dos textos citados no parágrafo diz que as “outras ovelhas” são um grupo diferente dos “ungidos”. E nenhum desses textos diz que a expressão “irmãos de Cristo” se refere unicamente aos 144.000 “ungidos”. Todas estas idéias são doutrinas da Torre de Vigia, igualmente sujeitas a mudanças.

 

16 A selagem final dos 144.000 abrirá o caminho para a soltura dos “ventos” de destruição contra o perverso sistema de Satanás na Terra. (Revelação 7:1-4) Durante o Reinado Milenar de Cristo e seus associados reis-sacerdotes, um grande número indeterminado de ressuscitados se juntará à grande multidão. (Revelação 20:12, 13) Esses terão a oportunidade de se tornar súditos terrestres permanentes do Rei messiânico, Jesus Cristo. No fim do Reinado Milenar, todas essas “coisas na terra” serão submetidas a uma prova final. Os que se mostrarem fiéis serão adotados como “filhos [terrestres] de Deus”. — Efésios 1:10; Romanos 8:21; Revelação 20:7, 8.

 

Sim, Revelação 7:1-4 diz realmente que a soltura desses 4 “ventos” ocorre após a “selagem” dos 144.000. Pelo menos a ordem cronológica dos eventos está sendo apresentada corretamente. O grande problema aqui é o entendimento dos 144.000 como um número literal de cristãos, e cujo “restante” está dentro dos domínios da Torre de Vigia. Esta é uma interpretação que gera vários problemas. O próprio versículo 4 diz que estes são selados “de toda tribo dos filhos de Israel” e os versículos seguintes (5 a 9) apresentam uma lista de 12 dessas tribos, sendo 12.000 “selados” de cada uma. A Torre de Vigia entende que cada grupo de 12.000 é simbólico e, no entanto, entende a soma (144.000) como um número literal. Esta óbvia falta de lógica é só o começo dos problemas dessa doutrina. Caso o leitor queira mais informações sobre estes problemas, recomendamos a leitura do folheto Onde a “Grande Multidão” Serve a Deus?

 

Cita-se o texto de Revelação 20: 12, 13. O parágrafo diz que o “número indeterminado de ressuscitados”, bem como a “grande multidão” está na terra, constituindo-se de um grupo de “súditos terrestres permanentes” do reino de Cristo. Mas Revelação 20:12, 13 fala simplesmente de um julgamento de pessoas ressuscitadas “diante do trono” de Deus. O resto das idéias é acomodação doutrinal e puro raciocínio humano.

 

Outra idéia não confirmada é que só após essa “prova final” “os que se mostrarem fiéis serão adotados como filhos [terrestres] de Deus”. Esta idéia reflete a crença da Torre de Vigia, segundo a qual só naquele momento tais pessoas serão consideradas como “filhos de Deus” no pleno sentido da palavra. Note-se, inclusive, que a palavra “terrestres” é acrescentada entre colchetes. Nem essa palavra nem essa idéia constam em algum dos três textos citados no fim do parágrafo. Revelação 20: 7, 8 não diz qualquer palavra sobre essa “prova final” à qual serão submetidas as “coisas na terra”. O que se relata lá é uma “guerra”, e mencionam-se vários elementos simbólicos (exemplos: as “nações nos quatro cantos da terra”, “Gogue e Magogue”, o “acampamento dos santos” e a “cidade amada”). Toda essa linguagem simbólica é arbitrariamente adaptada ao ensino da organização.

 

Além disso, sugere-se uma ordem invertida dos eventos. A Bíblia menciona primeiro esta “guerra” no fim dos “mil anos” (Revelação 20:7-10) e depois a ‘ressurreição geral’ e o ‘julgamento’ (Revelação 20:11-14). Diz ainda que a base desse ‘julgamento’ de todas as pessoas é, não o fato de não terem passado em alguma “prova final” e sim suas “ações”, que estão registradas nos “rolos”. O parágrafo, além de inverter a ordem, dá uma informação muito divergente do que diz esse trecho do Apocalipse.

 

17 Assim, por meio de sua infinitamente sábia “administração”, ou maneira de gerenciar, Jeová terá cumprido seu propósito de “ajuntar novamente todas as coisas no Cristo, as coisas nos céus e as coisas na terra”. Todas as criaturas inteligentes no céu e na Terra terão sido ajuntadas num clima de paz universal, submetendo-se alegremente à justa soberania do Grande Cumpridor de Propósitos, Jeová.

 

Se fosse considerada isoladamente, toda a informação deste parágrafo concludente poderia ser considerada correta. O problema é que toda a complicada doutrina da organização estará bem enraizada na mente dos leitores, de modo que eles estarão pensando primariamente no que a Torre de Vigia entende serem as “coisas no céu” e as “coisas na terra”, bem como nas explicações relacionadas a tais, conforme apresentadas neste “estudo de A Sentinela.” Por causa disso, aceitarão facilmente o que diz o último parágrafo:

 

18 A reunião de 12 de abril de 2006 certamente fortalecerá a fé do pequeno número de ungidos e de seus milhões de companheiros das outras ovelhas. Eles vão celebrar a Comemoração da morte de Cristo, como Jesus ordenou: “Persisti em fazer isso em memória de mim.” (Lucas 22:19) Todos os que comparecerem deverão reavaliar o que Jeová tem feito por eles por meio de seu Filho amado, Jesus Cristo.

 

Note-se a frase: “vão celebrar a Comemoração da morte de Cristo, como Jesus ordenou”. Infelizmente isto não aconteceu naquele ano de 2006. E não tem acontecido já por muitas décadas. Como mostramos no Capítulo 10 deste folheto, toda a complicada explicação doutrinal repleta de erros, que gera essa proibição não-bíblica imposta pela organização, acaba fazendo com que quase toda Testemunha ou convidado compareça lá apenas como “observador respeitoso”, deixando de derivar o pleno benefício espiritual da reunião.

 

Foto na página 25:

 

 

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