As Testemunhas de Jeová e a Comemoração
APÊNDICE 1
Examinando o Esboço da Torre de Vigia
TRECHO 1:

Declara-se como
fato estabelecido que “a morte de Jesus é comemorada uma vez por ano”.
A Sentinela de 15 de março de 1994 é uma das publicações que defende a
freqüência anual como a única correta e critica outras organizações religiosas
que comemoram com freqüências diferentes. A página 4 diz:
Muitas Igrejas afirmam que guardam esta
celebração junto com todas as suas outras festividades, mas a maioria
delas a comemora de forma diferente do modo ordenado por Jesus. Talvez
a mais notável diferença seja a freqüência da celebração.
Todavia,
como vimos, ao estabelecer o “modelo” para a celebração,
o próprio Jesus não falou numa “freqüência” obrigatória. O que ele disse
foi que todos deveriam ‘persistir em fazer isso em memória dele’. Ao mencionar
o assunto, o apóstolo Paulo usou a expressão “todas as
vezes”, mas também não estabeleceu uma freqüência “correta” para isso.
O que Jesus de fato disse foi que todos deveriam ‘comer e beber’;
participar dos alimentos da celebração. E isso a liderança das
Testemunhas de Jeová proíbe. Esta sim é que constitui “a mais notável
diferença” entre a comemoração da Torre de Vigia e a das outras igrejas.
TRECHO 2:

Cita-se o texto
de Lucas 12:32 (que fala no “pequeno rebanho)
e depois é lido o texto de Revelação 14:1 (que fala sobre os 144.000).
Transmitem-se as doutrinas organizacionais de que ambos os textos estão
tratando do mesmo grupo e que o número 144.000 é literal.
A própria Bíblia não ensina estas coisas.
O
texto de Romanos 8:16,17 é lido e aplicado
unicamente ao “pequeno rebanho” (que a organização diz ser composto dos
144.000). O contexto destes versículos é completamente desconsiderado.
(Veja o Capítulo 7 deste folheto.)
Menciona-se
o “novo pacto” e transmite-se a idéia de que apenas os 144.000
(o “pequeno rebanho” que vai para o céu) estão nele, sendo os únicos autorizados
a participar do pão e do vinho. Não se menciona que ao estabelecer o “novo
pacto” Jesus nada falou sobre esperança celestial e sim sobre “perdão
de pecados” é que “muitos” seriam beneficiados. (Veja a matéria dos Capítulos
2 e 3 deste folheto.)
Declara-se
que “os das “outras ovelhas” usufruirão a vida eterna na terra” e é lido
o texto de João 10:16. O próprio texto, porém,
não trata do destino eterno dessas “outras ovelhas”. Diz simplesmente
que elas se tornarão “um só rebanho” com as “ovelhas” que Cristo já tinha
no momento em que estava dizendo isso.
Após
transmitir todas estas doutrinas, o orador enfatiza a norma organizacional
de que só os “ungidos” podem participar do pão e do vinho. Os demais estão
lá como “observadores respeitosos”. Não podem participar, e sim apenas
‘refletir’.
TRECHO 3:

Diferente do esboço
anterior, não se cita o texto completo de 1 Coríntios
11:17-34. Lêem-se apenas os versículos
TRECHO 4:

Nesta parte concludente
do discurso, a grande assistência que normalmente vem a esta reunião anual
é incentivada a aumentar o seu envolvimento com a organização Torre de
Vigia.
Como
resposta à pergunta: “Como podemos mostrar apreço pela Comemoração?”,
não se faz mais uma única menção a Cristo ou à reflexão no sacrifício
dele. O que se faz é incentivar os convidados a se batizarem como Testemunhas
de Jeová, ao estudo das publicações da organização, ao comparecimento
às outras reuniões no Salão do Reino e à participação no “ministério de
campo” (a atividade de porta em porta, realizada sistematicamente pelas
Testemunhas de Jeová).
Assim,
praticamente toda a ênfase é desviada da reflexão no sacrifício de Cristo
para a promoção das atividades da Torre de Vigia. É evidente e reconhecido
que os líderes vêem na grande assistência que comparece a esta reunião
um excelente potencial para o aumento do número de Testemunhas de Jeová.
Cenário
de uma comemoração das Testemunhas de Jeová. A liderança da Torre de Vigia
mostra grande interesse no total de pessoas que comparecem a esta reunião
anual, devido ao grande potencial de aumento no número de seguidores da
organização.
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