As Testemunhas de Jeová e a Comemoração
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Resumo e Perguntas Respondidas
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UDO O QUE
FOI APRESENTADO nos sete capítulos anteriores pode ser resumido assim:
1.
Quando
instituiu a comemoração, Jesus fez um “pacto para um reino” com seus apóstolos
fiéis. Mas o pão e o vinho da celebração não foram associados com este,
e sim com o “novo pacto”;
2.
Assim
como o pacto anterior havia sido celebrado entre Deus e todos os judeus,
sendo Moisés o mediador, e com validação através de sacrifícios de animais,
o “novo pacto” foi celebrado entre Deus e todos os cristãos, tendo
a Jesus como mediador e sendo validado pelo sangue deste;
3.
Existe
o mais amplo paralelismo entre a Páscoa judaica e a comemoração cristã.
Assim, se todos os convidados participavam dos alimentos da Páscoa,
isto indica que deve ocorrer o mesmo na celebração instituída por Jesus;
4.
O
cristão deve participar do pão e do vinho de maneira digna e ‘discernindo
o corpo’, tendo em mente o significado destes alimentos. Procedendo
desta forma, ele não está sujeito ao julgamento adverso de Deus;
5.
Comer
o pão e beber o vinho na comemoração é o mesmo que ‘comer a carne e beber
o sangue de Cristo’ de maneira simbólica;
6.
Todo
cristão que é ‘conduzido pelo espírito’ é “filho de Deus” e recebe
o ‘testemunho do espírito’ que confirma essa condição;
7.
O
perdão de pecados e a vida eterna dependem da fé no sacrifício de Cristo.
A participação nos alimentos servidos na refeição comemorativa desse sacrifício
é uma demonstração simbólica dessa fé.
Quando
confrontadas com toda a evidência que conduz às conclusões acima, algumas
pessoas que conhecem a doutrina da Torre de Vigia expressam certas preocupações.
Em vista disso, fazemos a seguir algumas considerações que cremos ser
de ajuda no sentido de amenizá-las. São cabíveis as seguintes perguntas:
1 – SERÁ QUE É APROPRIADO QUESTIONAR ESSA PROIBIÇÃO
DA ORGANIZAÇÃO TORRE DE VIGIA?
É
interessante que, na mesma publicação citada no capítulo anterior, o livro
Revelação - Seu Grandioso Clímax Está Próximo!,
página 45, parágrafo 15, encontramos
outras acusações que a Torre de Vigia lança contra todo aquele que questiona
seus ensinos. O parágrafo começa dizendo:

E
conclui dizendo o seguinte a respeito destes questionadores:

O
objetivo do uso dessa linguagem é sutilmente implantar na mente dos leitores
a idéia de que somente a organização Torre de Vigia tem autoridade para
instruir e tudo o que ela apresenta é “verdade bíblica”. Por isso é inapropriado
alguém questionar ensinos dela. Qualquer um que ouse fazer isso está “se
arvorando em instrutor”.
Infelizmente
muitos deixam de perceber que essa premissa é antibíblica.
Por que dizemos isso com tanta convicção? Por causa do que está registrado
em Mateus 23:8:
“Mas
vós, não sejais chamados Rabi, pois um só é o vosso instrutor,
ao passo que todos vós sois irmãos.”
As
pessoas que questionam ensinos da organização, não estão, certamente,
colocando-se na posição de “instrutores”. O texto acima deixa bem claro
quem é que verdadeiramente tem autoridade para instruir os cristãos. No
máximo, tudo o que foi escrito neste folheto simplesmente reafirma
uma instrução de Cristo.
Dificilmente
alguém que publica uma matéria que reafirma uma instrução dele, pode ser
acusado de estar usurpando sua autoridade como Instrutor, ainda mais quando
essa pessoa não alega ocupar uma posição elevada, de maneira que todos
sejam obrigados a acatar suas idéias. Isto teria muito mais aplicação
a quem elabora toda uma argumentação que contradiz o ensino bíblico e
influencia milhões de pessoas a deixarem de acatar algo que o Instrutor
dos cristãos mandou fazer, ousando até mesmo proibi-las de obedecer à
instrução dele.
O
mesmo vale para essa absurda acusação de ‘espancamento sob a influência
satânica’, lançada no final do parágrafo contra as pessoas que não concordam
com a organização. Questionar biblicamente uma proibição de líderes religiosos
não é o mesmo que “espancar”. E aqueles que discordam conscientemente
da Torre de Vigia não vêem as Testemunhas de Jeová como seus “anteriores
irmãos”. Quem considera tais discordantes como “anteriores irmãos” são
estes líderes religiosos, que muitas vezes decretam isso à revelia, por
meio de seus processos de “desassociação”
(excomunhão) por “apostasia”.
Em
condições normais, não há maneira nem motivo de alguém ser “espancado”
espiritualmente, sendo de alguma maneira “disciplinado” pelo simples fato de participar no
pão e no vinho. Esta situação só poderia ocorrer, é claro, dentro
dos domínios da Torre de Vigia.
2 –
EXAMINEI CUIDADOSAMENTE
TODA A EVIDÊNCIA APRESENTADA E CHEGUEI À CONCLUSÃO QUE TODOS OS CRISTÃOS
PRECISAM PARTICIPAR CONSCIENCIOSAMENTE DO PÃO E DO VINHO NA CELEBRAÇÃO
DA MORTE DE CRISTO. O QUE DEVO FAZER AGORA?
Parte
desta pergunta já foi respondida na anterior. Embora tenhamos demonstrado
que a argumentação usada pela Torre de Vigia como base para proibir isso
seja seriamente falha e contradiga ensinos claros das Escrituras, ainda
assim não nos sentimos em posição de dizer às pessoas o que fazer. Cada
cristão é livre para seguir sua consciência, conhece sua própria situação
na vida e tem condições de determinar o que é melhor para si. Mas talvez
as idéias que seguem possam ser de ajuda.
A
preocupação de muitos que fazem a pergunta acima é relativa ao aspecto
formal da celebração. Os que são Testemunhas de Jeová, ou foram
no passado, conhecem muito bem todos os procedimentos que a Torre de Vigia
estabeleceu. Para muitas dessas pessoas, chega a ser inconcebível que
a comemoração da morte de Cristo possa ser realizada em seus lares particulares
e ainda ter o mesmo “valor” daquela realizada nos Salões do Reino. Porém,
informações bíblicas simples são suficientes para eliminar esta preocupação.

Onde
foi que Jesus instituiu a celebração? Os evangelhos nos informam que foi
na sala de um sobrado (Veja Marcos 14:15 e
Lucas 22:12). Isso porque ele instituiu a celebração no mesmo lugar onde
comemorou a Páscoa com seus apóstolos. Aliás, este é mais um detalhe no
qual a Torre de Vigia é inconsistente. Enquanto os líderes da organização
preocupam-se em seguir de perto os procedimentos da Páscoa judaica como
modelo para a celebração da morte de Cristo (exemplos: dia, horário, etc.),
eles parecem esquecer que a Páscoa era uma celebração familiar,
realizada em lares particulares. E quando instituiu a comemoração,
Jesus estava num lar particular com seus apóstolos, e não num edifício
religioso. E não há qualquer evidência bíblica de que os primitivos cristãos
se reuniam em edifícios religiosos para realizarem a celebração.
É
verdade que a liderança da Torre de Vigia (e provavelmente os líderes
de outras organizações religiosas) nunca afirma diretamente que
a comemoração só é “válida” se for realizada nos templos de culto da religião
(no caso das Testemunhas, o Salão do Reino). Mas é um fato que nas mentes
das Testemunhas em geral é esta a idéia que impera, e os líderes da organização
a promovem indiretamente de várias maneiras. Vale lembrar, porém, as seguintes
palavras de Jesus, que aparecem em Mateus 18:20:
“Pois,
onde há dois ou três ajuntados em meu nome, ali estou eu no meio
deles.”
Poderia
haver uma reunião onde tais palavras de Cristo tenham mais aplicação do
que na comemoração da morte dele? Pode-se extrair de tais palavras
simples, a idéia de que a celebração tenha de ocorrer num local específico,
tal como o templo de culto duma igreja e com a presença de um expressivo
número de celebrantes? Esta frase dita por Cristo mostra que, com certeza,
ele não pensa que a presença de centenas de pessoas reunidas num local
confira mais valor à celebração do que a presença de apenas duas ou três
pessoas numa casa.
Tendo
em vista as idéias acima, não há realmente motivo para preocupação com
tais aspectos mecânicos da comemoração. Se o leitor examinou todo o conteúdo
apresentado neste folheto, conferiu as referências bíblicas e concluiu
conscientemente que a participação deve ser geral, é perfeitamente
livre para recordar o sacrifício de Cristo no local que lhe for conveniente,
sem precisar entrar em confrontação com quem quer que seja. Pois, biblicamente
falando, o que é importante na celebração é o que se faz e a
atitude com que é feito, e não onde se faz.
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